Rio tem investigação aberta contra mulher suspeita de gesto nazista em votação

Rio tem investigação aberta contra mulher suspeita de gesto nazista em votação

A Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando uma mulher filmada realizando uma saudação nazista durante a votação do segundo turno das eleições de 2026. O incidente ocorreu no Colégio Santo Inácio, localizado em Botafogo, na zona Sul da cidade, no dia 25 de outubro de 2026.

As imagens que circulam nas redes sociais mostram a mulher, identificada como Erica Marques Pinho, de 46 anos, caminhando pelo colégio enquanto faz o gesto. Vestindo uma camisa verde e amarela e um boné com a frase “Make America Great Again”, slogan da campanha de Donald Trump em 2016, ela foi confrontada por um dos presentes. Ao ser questionada, respondeu: “Você é comunista?”. Quando informada de que um dos cidadãos presentes era judeu, replicou: “Pior ainda”.

O caso foi registrado na 10ª DP de Botafogo, onde a mulher é investigada por injúria e preconceito. A Polícia Civil confirmou que diligências estão em andamento para apurar os fatos e identificar todos os envolvidos.

Reação da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro

A Fierj (Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro) manifestou seu repúdio ao episódio. Em nota oficial, a federação declarou que a conduta da mulher “ultrapassa os limites da liberdade de expressão e afronta os valores democráticos, a dignidade humana e a memória das milhões de vítimas do nazismo”.

A nota da Fierj destaca a gravidade do ocorrido, especialmente por ter acontecido durante um momento tão simbólico como o exercício do voto, fundamental para a democracia brasileira. A federação também informou que o caso foi levado às autoridades policiais e que acompanhará a apuração, exigindo a identificação dos responsáveis e a adoção das medidas legais necessárias.

O episódio levanta questões sobre a liberdade de expressão e os limites do discurso em contextos democráticos, especialmente em um ambiente eleitoral, onde a diversidade de opiniões deve ser respeitada, mas também protegida contra manifestações de ódio e preconceito.

Fonte: poder360.com.br

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