Flávio Bolsonaro revela conversa com o pai antes de deixar o Brasil rumo aos EUA

Flávio Bolsonaro diz que decidiu sair do Brasil após conversa com o pai

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) quebrou o silêncio nos Estados Unidos nesta sexta-feira (30) e revelou que sua viagem ao exterior ocorreu após um diálogo direto com seu pai, Jair Bolsonaro, na segunda-feira (26). Durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, o parlamentar explicou que a decisão foi tomada logo após cumprir visita ao ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar na capital federal.

Ordem da Polícia Federal

O político relatou que, ao término da visita ao pai, foi surpreendido por um mandado da Polícia Federal (PF) determinando a entrega de seus passaportes e impondo a proibição de deixar o território nacional. O senador chegou a solo americano na última quarta-feira (28), acompanhado de sua esposa, Fernanda, e de suas filhas, alegando que continuará sua atuação política diretamente do exterior e apontando viver sob um regime de exceção.

“Olhei para o meu pai e falei: ‘Pai, começou a perseguição até antes do que eu imaginava’. Ele me olhou e falou: ‘Já sabe onde é que eles querem chegar com isso, né?’ Eu falei: ‘Pai, já sei. Acho que Deus está no comando de tudo, tô preparado, vou enfrentar. Agora eu sei o que eu tenho que fazer’.”, declarou Flávio Bolsonaro, em live.

Condenações familiares

A viagem acontece em meio a severas restrições jurídicas que atingem o núcleo familiar. Enquanto Jair Bolsonaro foi sentenciado a 27 anos e três meses de reclusão por tentativa de golpe de Estado, seu irmão, Eduardo Bolsonaro (PL), recebeu pena de quatro anos por coação durante os julgamentos e atualmente encontra-se foragido nos Estados Unidos.

Críticas ao pleito e futuro político

Durante o pronunciamento, o candidato derrotado voltou a levantar suspeitas sobre o resultado das urnas que reconduziram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto para um quarto mandato, que se estende de 2027 até o término de 2030. Sem apresentar evidências das irregularidades alegadas, o parlamentar agradeceu o apoio dos eleitores e afirmou que o adversário fez “vários gols de mão”, prometendo detalhar as denúncias em data futura.

“Se preciso for, para resgatar, para salvar o nosso país, para disputar mais uma eleição para presidente da República. Eu não tô falando de 2030 não, eu tô falando de antes disso.”, afirmou o senador, sinalizando que pode concorrer ao cargo máximo do Executivo nacional antes mesmo do prazo tradicional da próxima disputa presidencial.

Fonte: Folha Vitória

Mais recentes

PUBLICIDADE