Jovens católicos levam orações e apoio a famílias em cemitério

Jovens católicos oferecem orações a familiares de defuntos em cemitério de Rio Branco: 'Acolher e confortar'

Um grupo de 10 jovens católicos integrou uma ação voluntária para percorrer os jazigos do Cemitério Morada da Paz, localizado no bairro Calafate, em Rio Branco, com o objetivo de oferecer preces e palavras de apoio aos visitantes que prestavam homenagens aos entes queridos no Dia de Finados.

Tradição de solidariedade no Acre A mobilização chegou ao seu segundo ano consecutivo na capital acreana. Enquanto na edição anterior a atividade contou com um grupo menor, neste ano a união de duas equipes juvenis do movimento Legião de Maria, pertencente à Paróquia Sagrada Família, permitiu expandir o alcance da iniciativa. Ao longo da manhã, cerca de 30 pessoas e núcleos familiares foram contemplados com a ação, que também incluiu a distribuição de terços e kits devocionais.

Abordagem e momentos de fé Durante a visita ao campo-santo, os participantes se dividiram para se aproximar dos visitantes, entoando preces tradicionais como o Pai-Nosso, a Ave-Maria e a oração de Santa Gertrudes, apontada pela tradição católica como a padroeira das almas do purgatório.

A importância do acolhimento aos lutos Para a coordenadora da Secretaria da Juventude Legionária no Acre, Sarah Helena, a iniciativa tem um significado que vai além das orações pelos mortos: também busca acolher quem enfrenta a saudade e a dor da perda.

“A Legião de Maria tem uma atenção especial com as almas dos fiéis defuntos em todo o mundo, realizando sempre orações em intenção pelas almas do purgatório. Nesse sentido, a oração é um conforto aos familiares e amigos e uma esperança da vida eterna, unindo a Igreja no Céu e na Terra”, explicou.

Visão dos participantes sobre a experiência O jovem Ismailon Araújo, de 22 anos, vice-presidente de um dos grupos participantes, atuou pela primeira vez na mobilização e relatou ter se marcado pelo encontro com uma senhora que aguardava parentes para rezar isoladamente, momento em que o grupo pode intervir.

“Fomos com o propósito de rezar pelos fiéis defuntos, mas acabamos também oferecendo acolhimento, apoio e carinho às pessoas que precisavam naquele momento”, contou.

Já a estudante Johanna Nogueira, que atua como secretária em uma das equipes, reforçou que a ampliação do número de voluntários foi fundamental para otimizar o atendimento aos visitantes.

“Além de rezarmos por aqueles que partiram, também precisamos acolher e confortar aqueles que sentem sua ausência”, afirmou.

Perspectivas para o futuro da ação Vinculada a uma rede internacional com forte atuação global, a Legião de Maria mantém o costume de estabelecer plantões de oração em cemitérios durante a data dedicada aos finados. Diante da receptividade em Rio Branco, os organizadores já planejam expandir a mobilização para outros cemitérios da cidade em edições futuras.

Fonte: G1 Geral

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