O mercado global não bonifica organizações sustentáveis por mero altruísmo, mas sim por sua habilidade em gerar valor e eficiência em um cenário econômico desafiador.
A evolução da agenda ambiental nos negócios
Historicamente tratada como uma obrigação legal ou uma mera ferramenta de relações públicas, a sustentabilidade era vista de forma isolada nas corporações. Hoje, contudo, esse panorama mudou drasticamente.
O conceito evoluiu para uma diretriz financeira e competitiva, ditando o acesso a recursos financeiros, a gestão de riscos e a produtividade a longo prazo.
O peso das matrizes renováveis
De acordo com o Balanço Energético Nacional 2025, divulgado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), cerca de 50% da oferta interna de energia do país em 2024 veio de fontes limpas, índice bem acima da média global.
No setor elétrico, a participação de renováveis ultrapassou 88%, colocando a nação em destaque internacional e atraindo o interesse de investidores estrangeiros focados em descarbonização.
O potencial do Espírito Santo
O estado apresenta diferenciais competitivos expressivos para a transição energética, impulsionado por sua logística avançada, forte comércio exterior e relevância industrial.
Esses atributos favorecem o avanço de portos, indústrias verdes e produção energética, beneficiando exportadores que comprovam eficiência ambiental.
O custo da inércia corporativa
A adaptação a novos padrões de mercado já não é opcional, funcionando da mesma forma que ocorreu durante a transformação digital e a globalização.
Para garantir sobrevivência e relevância, as companhias precisam alinhar rentabilidade e responsabilidade socioambiental, transformando a governança em pilar central de crescimento.
Fonte: Folha Vitória