As declarações de Trump vieram em meio a contínuos ataques e contra-ataques, além de esforços diplomáticos de terceiros países para mediar um cessar-fogo. A postura americana, que inclui a exigência de reabertura do estratégico Estreito de Ormuz, foi recebida com forte repúdio pelo Irã, que classificou as ameaças como “delirantes” e prometeu retaliação diante da crescente pressão.
Nesta segunda-feira, o presidente Donald Trump elevou o tom das ameaças contra o Irã, afirmando que o país persa “pode ser tomado em uma noite” e sugerindo que tal evento poderia ocorrer já na terça-feira. Em seu pronunciamento, Trump estabeleceu a noite de terça-feira como prazo final para que o Irã aceite um acordo e reabra o Estreito de Ormuz, uma rota marítima vital para o transporte global de petróleo.
Segundo o líder americano, a proposta apresentada por Teerã até o momento “não é suficiente” para atender às demandas de Washington. Trump chegou a declarar que os Estados Unidos poderiam assumir o controle do Estreito de Ormuz e começar a cobrar uma taxa pela passagem de navios. Apesar de reconhecer o Irã como um inimigo forte, o presidente americano minimizou sua capacidade atual, afirmando que o país “não está tão forte quanto era há um mês”.
O Irã reagiu prontamente às ameaças de Trump, classificando-as como “delirantes”. Em um comunicado divulgado à mídia local, o comando militar iraniano enfatizou que as declarações do presidente americano não seriam capazes de compensar a “vergonha e humilhação” que os Estados Unidos teriam sofrido na região. A tensão foi ainda mais acentuada pela declaração de Teerã de que o Estreito de Ormuz “jamais voltará a ser como antes”, especialmente para os Estados Unidos e Israel.
A Guarda Revolucionária do Irã confirmou que seu chefe de inteligência, Majid Khademi, foi morto em um ataque atribuído a Israel, prometendo retaliação por este e outros incidentes. O antecessor de Khademi já havia perdido a vida em 2025, em uma ação conjunta de Israel e dos EUA. Além disso, o país persa acusou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) de inação diante de ataques a instalações nucleares iranianas, alegando que essa postura “encoraja a agressão” por parte dos EUA e de Israel.
A escalada do conflito no Oriente Médio manifestou-se em uma série de ataques recentes. Israel atingiu a maior estrutura petroquímica iraniana no campo de gás de South Pars, intensificando a pressão econômica sobre Teerã. Uma série de ofensivas deixou ao menos 25 pessoas mortas em território iraniano, evidenciando a gravidade da situação.
Paralelamente, o grupo rebelde Houthi, do Iêmen, uniu-se ao Hezbollah, no Líbano, e ao próprio Irã em ofensivas coordenadas contra Israel. No Líbano, bombardeios israelenses resultaram na morte de pelo menos três pessoas. A noite trouxe relatos de sirenes antimísseis acionadas no Barein e a interceptação de quatro mísseis pela Arábia Saudita, sinalizando a amplitude regional do conflito. Para mais informações sobre a situação no Oriente Médio, consulte fontes confiáveis como a Reuters.
Em meio a essa escalada, Estados Unidos e Irã receberam uma proposta de cessar-fogo imediato, reabertura de Ormuz e um acordo de paz definitivo. O documento foi elaborado por negociadores do Egito, Paquistão e Turquia. No entanto, Teerã rejeitou a reabertura do estreito, enquanto a Casa Branca afirmou que essa é apenas uma das propostas em circulação e não apoiou um cessar-fogo imediato, segundo informações do site Axios.
Fonte: infomoney.com.br
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