Uma nova pesquisa eleitoral divulgada em abril pela Futura Inteligência revelou um crescimento nas intenções de voto do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento aponta um avanço de cinco pontos percentuais em relação ao mês anterior, consolidando a liderança do petista na modalidade espontânea. Apesar do movimento, o cenário para as eleições de 2026 permanece marcado pela indefinição e por um acirrado embate entre os principais pré-candidatos.
eleição: cenário e impactos
Os dados da pesquisa, que monitora a corrida presidencial, indicam uma dinâmica complexa, onde a saída de figuras políticas do páreo tem um impacto direto na distribuição dos votos. A análise dos resultados sugere que, embora haja uma movimentação significativa, o pleito ainda está distante de ter um resultado previsível, com fatores como a rejeição dos candidatos desempenhando um papel crucial.
Crescimento de Lula na pesquisa espontânea
A pesquisa da Futura Inteligência, realizada em abril, registrou um aumento notável nas intenções de voto para Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente passou de 30,2% em março para 35,5% na pesquisa espontânea, onde os eleitores mencionam seus candidatos sem que uma lista seja apresentada. Em segundo lugar, Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 22,9%.
Essa variação ampliou a diferença entre os dois principais nomes, que passou de 6,9 para 12,6 pontos percentuais. Contudo, é importante ressaltar que, nos cenários estimulados para o primeiro turno, onde os nomes são apresentados aos eleitores, ambos os candidatos ainda se encontram em uma situação de empate técnico, evidenciando a polarização da disputa.
Impacto das saídas de candidatos de centro na disputa
O diretor político da Futura, José Luiz Orrico, atribui o crescimento do pré-candidato petista à retirada de Ratinho Júnior e Eduardo Leite, ambos do PSD, da lista de possíveis concorrentes à presidência. O partido, por sua vez, definiu Ronaldo Caiado como seu representante na chapa para as próximas eleições.
Segundo Orrico, a saída desses candidatos, que representavam uma parcela de cerca de 10% das intenções de voto no “centro” político, beneficiou diretamente o atual presidente. Lula conseguiu atrair aproximadamente metade desses votos, enquanto a performance de Flávio Bolsonaro permaneceu estável. Este movimento, embora tenha fortalecido o petista, não o coloca em posição de favoritismo absoluto, conforme a avaliação do diretor.
Cenário de segundo turno e a vantagem de Flávio Bolsonaro
Apesar do avanço de Lula no primeiro turno, a pesquisa da Futura Inteligência também aponta que Flávio Bolsonaro mantém uma vantagem em um eventual segundo turno. Os dados indicam que o candidato do PL estaria à frente com 48% das intenções de voto, contra 42,6% para Lula. Em março, essa diferença era ligeiramente maior, com 48,8% para Bolsonaro e 40,5% para Lula, mostrando uma redução de 2,9 pontos percentuais na distância entre eles.
José Luiz Orrico enfatiza a complexidade de prever o resultado de um segundo turno com tanta antecedência. Ele destaca que as eleições ainda estão distantes e que o eleitorado, neste momento, está “desativado”, ou seja, menos engajado e propenso a mudanças de opinião. A volatilidade do cenário político sugere que muitas transformações ainda podem ocorrer até o pleito final.
Rejeição eleitoral como fator decisivo para o pleito
A rejeição dos candidatos surge como um elemento crucial e potencialmente decisivo para o desfecho das eleições presidenciais, uma análise que José Luiz Orrico já havia apontado em levantamentos anteriores. Em um contexto de intensa polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro, ambos os pré-candidatos apresentam índices elevados de rejeição, colocando o eleitor diante da escolha de “quem rejeitar menos”.
A pesquisa revela que, atualmente, os dois principais nomes estão em empate técnico no quesito rejeição. Lula registra um índice de 46,4%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 44,4%. Essa proximidade indica que a decisão final de muitos eleitores poderá ser motivada mais pela aversão a um candidato do que pela preferência clara por outro, configurando um pleito onde a estratégia de minimizar a rejeição será fundamental para o sucesso.
Adicionalmente, o cenário político atual não apresenta uma terceira alternativa consolidada. A soma dos votos de outros candidatos não ultrapassa 12% em nenhum dos cenários avaliados. Ronaldo Caiado, o nome escolhido pelo PSD, figura em terceiro lugar, mas com um máximo de 7,4% das intenções de voto, permanecendo significativamente distante dos dois líderes da disputa.
A pesquisa da Futura Inteligência foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08282/2026. O levantamento foi conduzido por telefone com 2 mil eleitores, com 16 anos ou mais, em 895 cidades de todas as regiões do Brasil, entre os dias 7 e 11 de abril. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com um índice de confiança de 95%. Para mais informações sobre as metodologias de pesquisa, acesse o site da Futura Inteligência.
Fonte: folhavitoria.com.br