Os contratos futuros do petróleo Brent registraram uma queda de US$ 2,50, ou 2,5%, estabelecendo-se em US$ 98,77 o barril às 9h07 (horário de Brasília). O petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA também apresentou recuo, caindo US$ 2,47, ou 2,6%, para US$ 92,61.
A sessão desta quinta-feira começou de forma volátil, com o Brent oscilando entre uma alta de 1% e uma queda de 3,8% em relação ao fechamento anterior. Na quarta-feira, ambos os índices de referência já haviam despencado mais de 7%, atingindo mínimas de duas semanas devido ao otimismo em relação a um possível fim do conflito no Oriente Médio.
A continuidade da queda nos preços é uma resposta dos investidores a novas informações sobre o progresso nas negociações de paz. Analistas destacaram uma reportagem do canal de notícias saudita Al Arabiya, que indicava que entendimentos foram alcançados para aliviar o bloqueio dos EUA em troca da reabertura gradual do Estreito de Ormuz. Outra reportagem, do Canal 12 de Israel, afirmava que o Irã concordou em transferir seu estoque de urânio enriquecido a 60% para um terceiro país. A Reuters não conseguiu verificar imediatamente o conteúdo de nenhuma das reportagens.
“De uma perspectiva mais ampla, os mercados de petróleo permanecem presos entre a diplomacia e a instabilidade há mais de dois meses, com as emoções dos investidores sendo manipuladas por manchetes quase diariamente”, afirmou Priyanka Sachdeva, analista sênior de mercado da Phillip Nova. “Se um acordo formal finalmente se concretizar, os preços do petróleo poderão sofrer uma queda livre, à medida que os prêmios geopolíticos se dissiparem rapidamente do mercado. No entanto, quaisquer novos sinais de ataques à infraestrutura petrolífera ou de escalada no Oriente Médio podem facilmente desencadear outro aumento parabólico nos preços do petróleo bruto.”
O Irã afirmou na quarta-feira que estava analisando uma proposta de paz dos EUA que, segundo fontes, encerraria formalmente a guerra, mas deixaria sem solução as principais exigências americanas: a suspensão do programa nuclear iraniano e a reabertura do Estreito de Ormuz. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, instou a China a intensificar seus esforços diplomáticos para persuadir o Irã a abrir o Estreito de Ormuz à navegação internacional, acrescentando que o presidente Donald Trump e seu homólogo chinês, Xi Jinping, discutirão o assunto em seu encontro na próxima semana.
“Embora as negociações de paz provavelmente continuem pelo menos até a cúpula EUA-China da próxima semana, a perspectiva para além disso permanece incerta”, disse Hiroyuki Kikukawa, estrategista-chefe da Nissan Securities Investment.
Fonte: infomoney.com.br
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