De acordo com três altos funcionários iranianos, o plano consiste em três pontos principais: o fim do bloqueio americano a navios e portos do Irã, a retomada do tráfego comercial no estreito e a cessação dos combates. Os funcionários falaram sob condição de anonimato devido à sensibilidade das negociações, e até o momento, o governo dos EUA não se manifestou sobre o assunto.
Um dos principais obstáculos para a concretização desse acordo inicial é o futuro do programa de enriquecimento nuclear do Irã e seu estoque de urânio altamente enriquecido. Fontes indicam que os EUA exigem que o Irã se comprometa a entregar todo o seu estoque e suspenda o enriquecimento por 20 anos. Em contrapartida, Teerã sugere diluir parte do urânio, enviar o restante para um terceiro país — possivelmente a Rússia — e interromper o programa por um período menor, entre 10 e 15 anos.
Enquanto as negociações prosseguem, o cessar-fogo já frágil foi novamente testado, com relatos de explosões e ativação de defesas aéreas em Teerã. O conflito, que se arrasta por três meses, resultou em bloqueios mútuos no Estreito de Ormuz, afetando uma das principais rotas de escoamento de petróleo, desorganizando cadeias globais de suprimentos e pressionando os preços de energia.
Empresários, consumidores e políticos ao redor do mundo estão atentos a qualquer sinal de progresso nas negociações, uma vez que a situação no estreito continua a ser uma fonte de tensão internacional.
Recentemente, a mídia estatal iraniana relatou várias explosões na ilha de Qeshm e na cidade de Bandar Abbas, importantes polos marítimos no Estreito de Ormuz. Funcionários iranianos afirmaram que os Emirados Árabes Unidos teriam lançado ataques em retaliação a bombardeios realizados pelo Irã. Além disso, diplomatas iranianos negaram envolvimento em uma explosão que afetou um cargueiro sul-coreano, alertando sobre a travessia de embarcações sem autorização iraniana.
O cenário permanece tenso, com ambos os lados reivindicando controle sobre o estreito e a comunidade internacional observando atentamente os desdobramentos.
Este artigo foi publicado originalmente no The New York Times.
Fonte: infomoney.com.br
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