COP30 apresenta estrutura de propostas para transição energética e combate ao desmatamento

Wagner Meier/Getty Images/The New York Times Licensing Group)

A presidência da COP30 está desenvolvendo uma estrutura abrangente de propostas, conhecidas como “mapas do caminho”, que visam guiar a transição global rumo ao fim do uso de combustíveis fósseis e à meta de desmatamento zero até 2030. Esses documentos serão apresentados na Semana do Clima de Nova York, programada para setembro.

Um dos aspectos centrais do mapa do caminho é a transição energética, que não se limita apenas à mudança nas fontes de energia, mas também aborda a transição econômica necessária para um modelo de baixo carbono. O foco principal recai sobre a aceleração do uso de energias renováveis em setores críticos como transportes, indústria e geração de eletricidade.

Estratégias para a transição energética

O plano inclui a reforma de subsídios ineficientes e a implementação de instrumentos regulatórios que incentivam atividades com menores emissões de carbono. Uma proposta inovadora é a “precificação de externalidades”, que considera os impactos sociais e ambientais na formação do preço dos produtos. Isso significa que produtos que utilizam energia limpa podem ter preços mais competitivos, enquanto aqueles que não são sustentáveis podem se tornar mais caros.

Combate ao desmatamento

Além das propostas relacionadas aos combustíveis fósseis, a presidência da COP30 também está elaborando um documento que orienta os países em direção ao desmatamento zero. Este documento busca incluir a participação de diversos atores, como povos indígenas e comunidades locais, para garantir uma abordagem inclusiva e eficaz.

Um dos pontos críticos abordados será a necessidade de reformar as regras multilaterais de comércio, que frequentemente geram tensões entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. O texto também enfatiza a importância de combater crimes ambientais em níveis nacional e transnacional, além de explorar a geração de recursos financeiros através de iniciativas como o mercado de carbono.

Financiamento climático

Durante a COP29, uma meta de financiamento de US$ 300 bilhões foi estabelecida, embora a necessidade real seja estimada em US$ 1,3 trilhão. A presidência da COP30 se comprometeu a apresentar um roteiro com sugestões para alcançar esse valor ideal, incluindo a identificação de fontes de recursos como taxação internacional e investimentos do setor privado.

Essas propostas visam não apenas atender às demandas da comunidade global, mas também facilitar a implementação do acordo firmado durante a COP-28, onde pela primeira vez os países concordaram em trabalhar em direção ao fim do uso de combustíveis fósseis.

Fonte: infomoney.com.br

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