O resultado operacional, medido pelo Ebitda ajustado, alcançou R$ 803 milhões, superando as expectativas do mercado, que projetavam R$ 664 milhões. Essa performance foi impulsionada por uma redução significativa na sinistralidade, que caiu para 72,2%, melhorando a margem Ebitda ajustada para 10,0%, um aumento de 3 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior.
A receita total da Hapvida cresceu 5,2% em comparação ao ano anterior, embora a base de beneficiários tenha encolhido, com uma perda líquida de 45 mil vidas no trimestre. Essa perda, no entanto, foi uma melhora em relação à perda de 140 mil no quarto trimestre de 2025.
O Bradesco BBI destacou que a margem Ebitda e a rentabilidade foram os principais pontos positivos, sugerindo um desempenho melhor que o do primeiro trimestre de 2025, excluindo investimentos na rede própria. O fluxo de caixa livre ao acionista foi impactado negativamente por um pagamento não recorrente de R$ 200 milhões.
Apesar dos resultados positivos, os analistas do BTG Pactual e do Morgan Stanley alertam para os desafios que a Hapvida ainda enfrenta. A companhia continua lidando com adições líquidas negativas e um ambiente de judicialização persistente, além de despesas corporativas elevadas.
O BTG Pactual manteve uma recomendação neutra com preço-alvo de R$ 15, enquanto o Morgan Stanley também adotou uma posição de equalweight, com preço-alvo de R$ 10. Ambos os bancos reconhecem que, embora os resultados do primeiro trimestre sejam encorajadores, a recuperação ainda requer evidências mais consistentes.
Os analistas acreditam que a melhora observada na rentabilidade e a redução da sinistralidade podem indicar uma trajetória mais positiva para a Hapvida nos próximos trimestres. No entanto, a companhia deve continuar monitorando a frequência de utilização e a dinâmica do mercado, que ainda apresenta incertezas.
Em resumo, a Hapvida apresentou um desempenho financeiro que, embora positivo, é acompanhado de desafios significativos que exigem atenção contínua dos investidores e analistas.
Fonte: infomoney.com.br
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