A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, em reunião realizada na última sexta-feira (15/5), manter a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de produtos da Ypê. A decisão abrange detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes com lotes terminados em 1.
Motivos da suspensão
A medida foi unânime, com os diretores da Anvisa afirmando que as ações corretivas implementadas pela empresa não foram suficientes para eliminar os riscos identificados. A avaliação da agência revelou um histórico de contaminação microbiológica e falhas significativas no processo produtivo, incluindo a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes de produtos.
Objetivo da decisão
A Anvisa enfatizou que a decisão não tem caráter punitivo, mas visa proteger a saúde da população diante das irregularidades encontradas. A suspensão foi adotada de forma cautelar, considerando as falhas evitáveis na produção que representam riscos sanitários.
Inspeções e achados
Entre o final de abril e o início de maio de 2026, fiscais da Anvisa realizaram uma inspeção na unidade da Ypê em Amparo, São Paulo. O relatório da inspeção apontou deficiências estruturais e operacionais, como falhas na limpeza de equipamentos e no controle da água utilizada. Além disso, foram identificados problemas na gestão de resíduos e na rastreabilidade da produção.
Colaboração da empresa
Apesar das irregularidades, a Anvisa destacou que a Ypê tem colaborado com as investigações e já apresentou protocolos e medidas corretivas. A empresa deverá elaborar um plano de ação baseado em análise de risco, que será monitorado pela Anvisa para uma possível liberação gradual dos produtos.
Orientações aos consumidores
A Anvisa orienta os consumidores a verificarem o número do lote nas embalagens dos produtos. Caso o código termine em 1, o item não deve ser utilizado. A recomendação é guardar a embalagem e entrar em contato com o serviço de atendimento da empresa para orientações sobre troca ou reembolso. Produtos com lotes terminados em outros números seguem liberados para uso e comercialização.
Fonte: metropoles.com