Eduardo Bolsonaro revela nova versão sobre financiamento de filme do pai

Lula Marques/ Agência Brasil)

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, alterou sua versão sobre a participação no filme “Dark Horse”, que retrata a vida de seu pai. A mudança ocorreu após uma nova reportagem do site The Intercept Brasil, que expôs contratos onde Eduardo é mencionado como produtor-executivo do longa.

No vídeo divulgado em suas redes sociais, Eduardo confirma que esteve envolvido na captação de recursos para o filme. Ele alega que o dinheiro foi levantado após um curso de política intitulado “Ação Conservadora”.

Captação de recursos e o valor envolvido

Eduardo afirmou que, com os recursos obtidos, ele converteu R$ 350 mil em aproximadamente US$ 50 mil, que foram enviados para os Estados Unidos. O objetivo, segundo ele, era atrair investidores para garantir a produção do filme, mantendo o diretor contratado por dois anos e assumindo os riscos financeiros.

Envolvimento de Mario Frias e contratos revelados

O ex-ministro da Cultura, Mario Frias, também figura como produtor-executivo do filme e foi mencionado por Eduardo como o destinatário do dinheiro. Essa nova declaração contrasta com a posição anterior de Eduardo, que negava qualquer envolvimento na gestão do projeto.

Reações e desmentidos na família Bolsonaro

A mudança na narrativa de Eduardo visa refutar alegações de que ele teria recebido dinheiro de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para a realização do filme. Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência, também comentou o assunto, negando que Eduardo tenha recebido recursos de Vorcaro e afirmando que ele utilizou dinheiro próprio na produção.

Essa reviravolta na história levanta questões sobre a transparência e a ética na captação de recursos para projetos relacionados a figuras públicas, especialmente em um contexto político tão polarizado.

Fonte: infomoney.com.br

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