O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência pelo Partido Liberal (PL), fez declarações polêmicas nesta sexta-feira (15) ao afirmar que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, “era um astro no Brasil”. A declaração foi feita em meio a discussões sobre o pedido de patrocínio que Flávio fez ao banqueiro, que atualmente se encontra preso por fraudes financeiras.
Em entrevista à CNN Brasil, Flávio justificou seu contato com Vorcaro, afirmando que ele era uma figura influente, circulando entre autoridades e sendo cortejado por instituições financeiras. “Quando houve esse contato com ele, Daniel Vorcaro era um astro no Brasil. Portanto, foi naquele momento o maior investidor desse filme, com dinheiro privado”, declarou.
Patrocínio e alegações de irregularidades
O senador admitiu ter conversado com Vorcaro para solicitar patrocínio para o filme Dark Horse, que retrata a vida de Jair Bolsonaro. Ele defendeu que não houve irregularidades nas transações e mencionou a possibilidade de vazamento de gravações de suas conversas com o banqueiro, mas reafirmou que a relação se limitou a discussões sobre o filme.
Investigações em andamento
Contrariando suas alegações, mensagens reveladas pelo site Intercept Brasil indicam que Flávio estava em contato com Vorcaro durante investigações já conhecidas publicamente sobre fraudes no Banco Master. O Estadão confirmou a autenticidade dessas mensagens, nas quais Flávio pedia apoio financeiro para a produção do filme, mesmo após as suspeitas de crimes financeiros terem surgido.
Valores e cronologia das transações
De acordo com a reportagem, Flávio teria negociado uma contribuição de US$ 24 milhões (aproximadamente R$ 134,4 milhões) para o filme, recebendo até 2025 um total de US$ 10 milhões (R$ 56 milhões). As conversas entre Flávio e Vorcaro ocorreram entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, com pedidos de dinheiro feitos em um momento crítico para o banqueiro.
Consequências e desdobramentos
A situação se complicou para Flávio quando Vorcaro foi preso em 17 de novembro de 2025, um dia após o senador contatá-lo para cobrar os pagamentos. O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central no dia seguinte, em meio a investigações sobre operações fraudulentas. As revelações levantam questões sobre a ética e a legalidade das interações entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro.
Fonte: folhavitoria.com.br