A mudança na recomendação ocorre apenas uma semana após o banco ter elevado as ações da Braskem, refletindo uma perspectiva fundamental que melhorou significativamente. No entanto, a análise ainda levanta questões sobre a sustentabilidade dessa força além de 2026 e sua conversão em geração de caixa, que continua sendo uma fonte de incerteza.
O JPMorgan observa que o maior envolvimento da Petrobras, principal fornecedora de matéria-prima da Braskem, é um fator positivo. A transição da Petrobras de um papel passivo para um mais ativo na administração da Braskem é vista como um ponto favorável para a companhia.
No entanto, a liquidez da Braskem continua apertada e merece monitoramento. O banco alerta que o processo de recuperação tem sido lento, o que pode introduzir riscos de execução. Apesar disso, acredita-se que qualquer reestruturação poderá ser menos severa do que o esperado, dado o cenário fundamental em melhoria.
O JPMorgan acredita que a Braskem está se preparando para um 2026 mais forte, impulsionada por desafios no mercado global e restrições logísticas no Oriente Médio, que têm pressionado a oferta de petroquímicos e melhorado as margens. Contudo, a normalização do mercado pode ser mais lenta do que o esperado, devido a danos físicos à infraestrutura de óleo e gás na região e à reorientação necessária na cadeia de suprimentos.
Os analistas do banco apontam que a normalização da cadeia petroquímica pode levar vários meses, especialmente considerando as interrupções contínuas nas instalações e os prazos logísticos mais longos. A produção e exportação de GLP e etano pelos EUA e Rússia têm sido insuficientes para compensar a magnitude das disrupções.
Com a recomendação elevada para os títulos da Braskem, o JPMorgan destaca um cenário de recuperação que pode oferecer oportunidades de investimento. A análise sugere que, apesar dos desafios, a Braskem pode estar se posicionando para um futuro mais estável e lucrativo.
Fonte: infomoney.com.br
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