Lula reafirma necessidade de exploração de petróleo na foz do Amazonas e critica Trump

Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reiterou, em visita à refinaria da Petrobras em Paulínia, a importância da exploração de petróleo na foz do Amazonas, conhecida como Margem Equatorial. Durante sua fala, Lula enfatizou a urgência de o Brasil ocupar a bacia petrolífera antes que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decida reivindicar a região.

lula: cenário e impactos

“Se o Trump vem e acha que é dele, ele pode achar que a Groenlândia, o Golfo do México e o Canal do Panamá também são dele. Quem vai dizer que a margem equatorial não é dele também? Então vamos ocupar”, argumentou o presidente.

A visita ocorreu no dia 18 de maio de 2026, e Lula destacou que a exploração deve ser realizada de forma responsável. Ele afirmou: “Ninguém tem mais cuidado com a Amazônia do que nós. Não podemos deixar uma riqueza a quase 500 metros de nossa margem.”

Lula também defendeu a Petrobras como um patrimônio nacional, ressaltando sua importância econômica. “A Petrobras é a mais rentável empresa brasileira, e fortalecer a Petrobras é essencial”, afirmou.

Margem Equatorial: potencial e desafios

O Ministério de Minas e Energia considera a Margem Equatorial a nova fronteira exploratória de petróleo no Brasil. A região é vista como promissora devido à proximidade com a Guiana, onde já foram descobertos grandes volumes de petróleo. Estima-se que a exploração na foz do Amazonas possa recuperar 10 bilhões de barris de petróleo, gerando investimentos de até US$ 56 bilhões e arrecadação de US$ 200 bilhões.

No entanto, críticos da exploração alertam para os riscos socioambientais. A foz do Amazonas abriga um bioma raro, com corais, esponjas e algas pouco estudados, além de concentrar cerca de 80% dos manguezais do Brasil, que são ecossistemas vulneráveis à contaminação por óleo.

Fonte: infomoney.com.br

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