Segundo Salimi, a proposta se tornará uma lei permanente após a tramitação legislativa. “Todo o Estreito de Ormuz está localizado em águas territoriais do Irã e de Omã”, afirmou, destacando que apenas os dois países têm autoridade sobre sua administração. Ele também mencionou que já houve conversas com Omã, que manifestou aprovação preliminar ao plano. Na quinta-feira, 28, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, ameaçou a parceria entre Mascate e Teerã.
A iniciativa fortalece a posição de Teerã em relação à política do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na sexta-feira, 29, Trump declarou que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto a todos, alegando que a passagem marítima é parte de águas internacionais e não deve ser controlada por um único país.
No sábado, 30, o assessor do líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei, Mohsen Rezaei, criticou Trump, acusando-o de “trair a diplomacia pela terceira vez”. Em um comunicado divulgado pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Rezaei afirmou que o presidente americano demonstra desinteresse em negociar, mantendo o bloqueio naval e adotando uma postura considerada excessivamente rígida nas tratativas.
Essas declarações surgem após relatos de que um acordo entre EUA e Irã estaria próximo, apesar das divergências significativas. O New York Times informou que Trump adiou uma decisão final sobre a proposta em discussão após uma reunião na Sala de Situação da Casa Branca. Fontes iranianas também contestaram afirmações recentes do presidente americano sobre os termos de um possível entendimento, especialmente em relação à abertura do Estreito de Ormuz e às condições para o alívio de sanções.
Fonte: infomoney.com.br
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