O USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) anunciou, em um documento divulgado na noite de segunda-feira (1), a proposta de tarifas de 25% sobre todas as importações do Brasil, com exceção das mercadorias classificadas como “sujeitas às tarifas de segurança nacional”.
Segundo o órgão, as políticas comerciais do Brasil relacionadas ao comércio digital, tarifas específicas e desmatamento ilegal justificam essa ação sob a Seção 301 da Lei de Comércio. Entre os produtos que estariam isentos de tarifas punitivas estão carne bovina, café, algumas frutas e nozes, especiarias, petróleo e minérios metálicos.
Motivos da proposta de tarifas
O USTR declarou que “certos atos, políticas e práticas do Brasil” no comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais desleais, medidas anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal são considerados irrazoáveis e onerosos ao comércio dos EUA. Portanto, são passíveis de ação judicial conforme a Seção 301(b) da Lei de Comércio.
Expectativas do governo brasileiro
Conforme noticiado anteriormente pela CNN, o governo brasileiro já aguardava uma nova sanção dos EUA. A expectativa era de que houvesse uma recomendação para punição, mas sem uma aplicação imediata.
Diálogo entre Brasil e EUA
O Embaixador Jamieson Greer afirmou: “Iniciei esta investigação a pedido do Presidente Trump para abordar preocupações antigas e generalizadas dos EUA sobre certas políticas e práticas comerciais do Brasil. Nos últimos meses, tivemos várias reuniões construtivas com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu gabinete.”
Próximos passos e prazos
Greer destacou que, apesar das conversas, ainda existem “divergências substanciais” nas questões levantadas. Ele aguarda a continuidade do diálogo com o governo brasileiro antes do prazo legal de 15 de julho de 2026 para a implementação de medidas corretivas.
Fonte: cnnbrasil.com.br