Michelle Bolsonaro mobiliza apoiadores para garantir transparência nas eleições

07/09/2025REUTERS/Amanda Perobelli

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) lançou uma campanha para incentivar os apoiadores do partido a se tornarem mesários voluntários e fiscais nas eleições deste ano. A mobilização foi divulgada em uma publicação no Instagram, associada ao perfil do PL Mulher, do qual ela é presidente.

transparência: cenário e impactos

No vídeo compartilhado, Michelle enfatiza a importância da participação no processo eleitoral como um meio de fortalecer a transparência da votação. Ela argumenta que a presença de voluntários pode aumentar a fiscalização durante o pleito.

“Eu sei que você está preocupada com a transparência das eleições. Para acabar com a dúvida, vamos agir. Sabe como? Seja mesária, voluntária ou fiscal do partido”, declarou. A ex-primeira-dama ressalta que, ao participar, as pessoas não apenas aumentam a transparência, mas também ganham vantagens previstas em lei, afirmando: “No fim do dia, você vai poder dizer: ‘Eu protegi o voto’.”

A legenda da publicação destaca que as mulheres representam 52% do eleitorado brasileiro, mas têm uma participação reduzida nas mesas receptoras de votos e nas equipes de fiscalização eleitoral. O PL Mulher afirma que isso deve mudar em 2026, chamando a mobilização de “Operação V2 – Vigiar e Votar”.

Outra postagem conjunta do PL Mulher e de Michelle enfatiza que a primeira-dama está incentivando a participação do público de direita na fiscalização do pleito, convocando tanto homens quanto mulheres.

A iniciativa está sendo promovida nas redes sociais do partido, além de inserções em rádio e TV. Nesta semana, o PL, PT, PDS e União Brasil estão exibindo propaganda partidária gratuita, conforme as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Como reportado pela Coluna do Estadão, a inspeção do código-fonte das urnas eletrônicas está aberta a partidos e órgãos públicos desde outubro de 2025. No entanto, em oito meses, apenas o União Brasil enviou representantes para fiscalizar o equipamento. Essa fiscalização pode ser realizada até poucos dias antes da eleição, quando o sistema é lacrado.

O TSE implementou essa medida em 2021, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que fez diversos ataques sem provas ao sistema de votação.

Fonte: infomoney.com.br

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