Os preços do petróleo sofreram uma queda significativa nesta quinta-feira, após a abertura em alta, em resposta ao cancelamento de ataques planejados dos Estados Unidos contra o Irã. O presidente Donald Trump anunciou que decidiu não prosseguir com os bombardeios previstos, uma decisão que impactou diretamente o mercado.
Reação do mercado e preços do petróleo
Os contratos futuros do petróleo Brent, referência internacional, registraram uma queda de 3,36%, cotados a US$ 89,97 por barril. Por sua vez, os contratos do petróleo bruto dos EUA, WTI, recuaram 3,13%, atingindo US$ 87,21 por barril. Essa movimentação reflete a volatilidade do mercado diante das tensões geopolíticas.
Contexto dos ataques cancelados
Antes do anúncio de Trump, os preços já haviam mostrado sinais de instabilidade. O Comando Central dos EUA havia informado que os ataques estavam concluídos, o que inicialmente gerou otimismo entre os investidores. No entanto, a decisão de Trump de cancelar os ataques alterou essa percepção, levando a uma queda acentuada nas cotações.
Declarações de Trump e suas implicações
Em uma publicação na Truth Social, Trump afirmou: “Com base no fato de que as discussões com a República Islâmica do Irã foram levadas ao mais alto nível da liderança iraniana e aprovadas, eu, como presidente dos Estados Unidos da América, cancelei os ataques e bombardeios programados contra o Irã nesta noite.” Essa declaração sugere uma tentativa de desescalada nas tensões entre os dois países.
Tensões entre EUA e Irã
A situação entre os EUA e o Irã permanece tensa, com Trump anteriormente ameaçando atacar a Ilha de Kharg, um importante terminal de exportação de petróleo iraniano. Ele também mencionou que os EUA assumiriam “controle total” dos mercados de petróleo e gás do Irã, similar ao que ocorreu na Venezuela, o que intensifica as preocupações sobre a estabilidade do mercado global de petróleo.
Reações iranianas e impactos regionais
A agência estatal iraniana Tasnim relatou que o Irã atacou várias instalações militares dos EUA em países vizinhos, como Kuwait e Bahrein. Além disso, houve relatos de interceptações de ameaças aéreas iranianas, indicando um aumento nas hostilidades na região. A situação no Estreito de Ormuz, um ponto crucial para o transporte de petróleo, continua a ser monitorada de perto.
(com CNBC)
Fonte: infomoney.com.br