“Você está se colocando no palco internacional”, afirma Victor Matheson, professor de economia do esporte. Ele questiona se turistas de países como Japão e Uzbequistão realmente escolherão Kansas City como destino. Apesar das incertezas, as autoridades locais veem essa como uma oportunidade única, já que a cidade nunca sediou um evento de tal magnitude.
Os organizadores estimam que o evento trará mais de US$ 653 milhões em impactos econômicos diretos, abrangendo setores como varejo, alimentação e hotelaria. Além disso, esperam receber mais de 650 mil visitantes, superando a população local de aproximadamente 520 mil habitantes.
Kansas City tem se preparado para o evento, reforçando as linhas de transporte público e incentivando proprietários a alugar suas propriedades. A Uber, por exemplo, está aumentando sua frota de motoristas para atender à demanda durante os jogos, que começam na próxima terça-feira.
No entanto, a cidade enfrenta a desvantagem de ter menos voos diretos internacionais, o que pode limitar a permanência dos torcedores. Matheson, que viajará de Boston para Kansas City, planeja ficar apenas 36 horas, o que pode ser um padrão para muitos visitantes.
Kansas City competirá com grandes cidades como Cidade do México, Los Angeles e Miami, que têm a vantagem de diversificar suas receitas com outros eventos ao longo do ano. O prefeito Quinton Lucas questiona o que significa uma vitória para a cidade e quando é o momento certo para investir em grandes eventos.
A Copa do Mundo é um evento que movimenta bilhões, exigindo que as cidades-sede invistam em infraestrutura e segurança. Recursos municipais e estaduais foram alocados para apoiar os esforços de Kansas City. Em contrapartida, a FIFA arrecada bilhões com ingressos e patrocínios, levantando questões sobre a distribuição dos benefícios.
Embora haja exemplos de sucesso, como as Olimpíadas de Atlanta em 1996, o torneio também apresenta desafios. Restrições de visto e políticas de imigração podem afastar turistas, enquanto a alta demanda por ingressos gerou investigações sobre preços. Um relatório recente indicou que as reservas de hotéis estão abaixo do esperado, o que pode impactar a economia local.
Em resumo, Kansas City está em uma encruzilhada, buscando maximizar os benefícios da Copa do Mundo enquanto navega por um cenário repleto de incertezas e desafios.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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