O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, desconsiderou as críticas de que a guerra contra o Irã não teria alcançado seus objetivos. Em declarações recentes, ele expressou a convicção de que o governo persa está destinado a colapsar como consequência da campanha militar israelense. Um dos principais objetivos de Netanyahu é criar condições propícias para uma revolta popular no Irã.
“Acredito que criamos as condições para sua futura queda”, afirmou Netanyahu durante a Cúpula de Política Internacional do JNS em Jerusalém, no último domingo (21). Ele enfatizou que a verdadeira vitória será quando o povo iraniano tomar as rédeas de seu próprio destino e derrubar o regime que os oprime.
Operações no Líbano: continuidade e estratégia
Em um contexto mais amplo, Netanyahu também declarou que as operações militares no Líbano continuarão “enquanto for necessário”. O exército israelense anunciou que os residentes do norte, próximos à fronteira com o Líbano, poderão se movimentar livremente a partir de segunda-feira, 22. Essa decisão ocorre após meses de restrições impostas devido à ameaça de ataques do Hezbollah, grupo militante apoiado pelo Irã.
Embora o exército não tenha detalhado os motivos para essa mudança, observou que um cessar-fogo frágil está em vigor. Essa informação surge em um momento em que representantes dos EUA e do Irã se reúnem na Suíça para discutir um acordo provisório visando encerrar o conflito.
Posição da Síria sobre o Líbano
O presidente sírio, Ahmad al-Sharaa, declarou que a Síria não tem interesse em intervir militarmente no Líbano, em resposta a comentários do presidente americano, Donald Trump, que sugeriu que a Síria poderia ajudar a “cuidar do Hezbollah”. Durante uma entrevista à rede Al Mashhad, al-Sharaa afirmou que as declarações de Trump foram “mal interpretadas”.
Ele esclareceu que o presidente dos EUA se referia ao papel da Síria em buscar uma solução pacífica, e não a uma possível invasão do Líbano.
Fonte: infomoney.com.br