Temer revelou que seu escritório foi contratado para tentar realizar uma “liquidação privada” do Banco Master, como alternativa à intervenção do Banco Central. Contudo, ele admitiu que não obteve sucesso nessa empreitada e decidiu se afastar do caso. Embora tenha se recusado a divulgar o valor do contrato, mencionou que apenas uma parte foi paga.
As investigações do Caso Master, conduzidas pela Polícia Federal, revelaram um rombo estimado em mais de R$ 50 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), decorrente de fraudes e emissão de títulos fictícios. Atualmente, Vorcaro encontra-se preso preventivamente.
Apesar de considerar que Vorcaro exagerou em suas ações, Temer fez uma crítica à maneira como a sociedade lida com acusações. Ele afirmou que, no Brasil, uma pessoa acusada tende a ser pré-condenada, mesmo que formalmente não tenha sido condenada. Essa observação foi feita para ilustrar as etapas do processo penal, que incluem investigação, indiciamento e denúncia.
Temer também comentou sobre o contrato do escritório da família do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, com Vorcaro. De acordo com informações do Estadão, a advogada Viviane Barci de Moraes enviou uma minuta de contrato de R$ 129 milhões para serviços jurídicos ao banqueiro. Temer defendeu a liberdade dos escritórios de cobrar valores que considerem adequados, ressaltando que a consultoria prestada ia além do jurídico, abrangendo questões administrativas e institucionais.
Alexandre de Moraes, que foi Ministro da Justiça e Segurança Pública durante o governo de Temer, foi indicado por ele para o STF em 2017. Essa conexão entre os dois é um ponto relevante no contexto das discussões sobre o caso Vorcaro.
Fonte: infomoney.com.br
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