Queda acentuada nos preços de chips de memória não abala confiança da Dahlia na inteligência artificial

Lucas Collazo, que recebeu José Rocha, diretor de investimentos da Dahlia Capita

Nos últimos três semanas, o setor de tecnologia enfrentou uma turbulência significativa, com os preços dos chips de memória caindo entre 40% e 50%. Essa situação alarmante foi sintetizada por Murilo Freiberger, gestor da Dahlia Capital, que afirmou: “Envelheci uns três anos nessas semanas.” Enquanto o S&P 500 atinge novos recordes, o mercado de semicondutores vive um momento de correção drástica.

A Micron, uma das principais fabricantes, viu suas ações recuarem cerca de 25%, enquanto outras empresas do setor perderam até metade de seu valor. Esse cenário gerou preocupações sobre a possibilidade de um pico de ciclo, com investidores temendo um retorno mais lento do que o esperado sobre os investimentos em inteligência artificial.

O programa Stock Pickers, apresentado por Lucas Collazo, discutiu essas questões com José Rocha, diretor de investimentos da Dahlia Capital, e Freiberger, que acompanhou de perto as movimentações do mercado. A conversa destacou a estratégia da Dahlia de focar em empresas que fornecem a infraestrutura necessária para a IA, como NVIDIA, Broadcom e TSMC.

A estratégia central

A abordagem inicial da Dahlia incluía investimentos em “vendedores de picaretas” da corrida da IA, que viram um aumento significativo em seus preços no início do ano. As empresas de memória, como Micron e SK Hynix, se beneficiaram desse crescimento, mas a situação mudou rapidamente. Recentemente, as ações de empresas de nuvem, como Amazon e Microsoft, começaram a se recuperar, enquanto as de memória enfrentaram uma queda acentuada.

Um exemplo notável foi a Meta, que viu suas ações subirem 10% em um único dia, refletindo uma rotação de capital dentro do setor de tecnologia. O receio atual gira em torno do chamado “pico de gastos”, levantando dúvidas sobre a viabilidade dos investimentos em IA a curto prazo.

Além disso, a pressão da Apple por preços mais baixos e a ascensão de modelos chineses de código aberto, que são mais acessíveis, adicionam complexidade ao panorama. Apesar do pessimismo em relação aos preços dos chips, os lucros das empresas do S&P 500 continuam a crescer, superando as expectativas de 13% a 14%.

Freiberger conclui que, ao analisar o desempenho do semestre, a volatilidade foi extremamente alta, refletindo um descompasso entre a performance real das empresas e as emoções dos investidores. A situação atual exige atenção cuidadosa e uma análise crítica do mercado de tecnologia.

Fonte: infomoney.com.br

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