EUA anunciam novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros

Imagem gerada com IA

A expectativa no Executivo brasileiro já indicava que essa taxação seria imposta pelo governo Trump. Informações de portais de notícias revelaram que Jamieson Greer, chefe do USTR, teria mencionado a interlocutores que essa era a recomendação para o governo americano.

O Brasil se torna, assim, o primeiro país a ser alvo de uma nova rodada de tarifas que o governo norte-americano pretende adotar contra várias nações, após a Suprema Corte dos EUA ter derrubado a política tarifária original do presidente Donald Trump em fevereiro deste ano.

Uma fonte envolvida nas negociações, que preferiu não se identificar, afirmou à Reuters: “Não houve falta de esforço da nossa parte. Foram dezenas de reuniões, seis ou sete apenas no último mês. Mas eles querem o impossível.”

Entre os pedidos da equipe americana estava a redução exclusiva de tarifas para alguns produtos no mercado brasileiro, algo que contraria a legislação nacional e, mesmo que o Brasil decidisse ceder, resultaria em disputas judiciais.

A nova estratégia tarifária do governo Trump se fundamenta na Seção 301 da lei comercial dos EUA, que permite investigações sobre práticas comerciais desleais. Desde fevereiro, o USTR já abriu quase 80 investigações com base nessa seção.

Na maioria das investigações, os países são acusados de não terem legislações que impeçam a importação de produtos associados ao trabalho escravo. Além da investigação que se encerra nesta quarta-feira, o Brasil também está incluído nesse grupo, o que pode elevar as tarifas contra o país em 12,5%, totalizando 37,5% a partir do dia 24 deste mês.

Outras nações, como China, Índia e a União Europeia, também estão sob investigação, acusadas de utilizar subsídios e outras práticas para criar uma “superprodução industrial” de forma artificial.

O Brasil, no entanto, se encontra em uma situação especial. A primeira investigação contra o país foi aberta em julho de 2025, com base em uma questão política. Ao adotar uma tarifa de 40% contra o Brasil, somada aos 10% já implementados, Trump usou como justificativa a suposta perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Desde então, com a evolução das relações entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as negociações foram ampliadas e mais produtos foram incluídos na lista de exceções, mas a suposta “boa química” entre os presidentes, como descrito por Trump, não livrou o Brasil das tarifas.

*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo.

Fonte: infomoney.com.br

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