O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) anunciou, na quarta-feira (15.jul.2026), a imposição de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. A medida, que entra em vigor em 22 de julho, visa impactar diretamente as exportações do Brasil para o mercado norte-americano.
A decisão já era esperada pelo governo brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que agora avalia como responder à nova imposição, incluindo a possibilidade de medidas de reciprocidade.
Investigação comercial e suas implicações
A tarifa foi proposta em 1º de junho de 2026, após a conclusão de uma investigação da Seção 301, que identificou práticas comerciais consideradas injustas por parte do Brasil. O USTR destacou que a medida é uma resposta a políticas que favorecem o sistema de pagamentos Pix, colocando empresas norte-americanas em desvantagem.
Entre os temas abordados na investigação estão o comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual e o acesso ao mercado de etanol. O USTR argumenta que as políticas públicas brasileiras criam um ambiente desleal para as empresas dos EUA.
Processo de audiência pública
Em 6 e 7 de julho, o USTR realizou uma audiência pública sobre a proposta de tarifas. O governo brasileiro optou por não enviar representantes, e a única presença foi de funcionários da Embaixada do Brasil em Washington, que atuaram como observadores. O senador Flávio Bolsonaro (PL) participou no segundo dia, mas sua contribuição não alterou a decisão do USTR.
Histórico das tarifas e suas consequências
As tarifas iniciais foram impostas em 2 de abril de 2025, com uma taxa de 10% aplicada a 125 países, incluindo o Brasil. A medida visava reduzir o déficit comercial dos EUA e afetou um total de 185 nações. Em novembro de 2025, o governo americano revogou tarifas sobre alguns produtos agrícolas brasileiros, mas manteve uma taxa adicional de 40% sobre outros itens.
Em fevereiro de 2026, a Suprema Corte dos EUA declarou ilegais as tarifas globais impostas anteriormente, levando o presidente a assinar um decreto que estabeleceu uma tarifa global de 10% a todos os países.
Fonte: poder360.com.br