Trabalhadores americanos em quarentena no Quênia após surto de Ebola na RDC

Trabalhadores americanos em quarentena no Quênia após surto de Ebola na RDC

Sete trabalhadores humanitários dos Estados Unidos estão em quarentena em uma instalação de isolamento no Quênia, após retornarem da República Democrática do Congo, onde atuaram no combate ao surto de Ebola. A decisão foi tomada após novas restrições de viagem impostas pelo governo americano, conforme informou à Reuters o chefe da organização beneficente que os emprega.

Esses profissionais são os primeiros a cumprir quarentena na nova unidade, que gerou forte oposição no Quênia e está envolvida em uma disputa judicial. Um juiz local determinou a suspensão das atividades na instalação até que uma decisão final seja proferida, embora as obras continuem, segundo autoridades dos EUA e análises de imagens de satélite.

A nova política de Washington exige que cidadãos americanos que retornam da República Democrática do Congo passem três semanas em um terceiro país antes de entrarem nos Estados Unidos. A unidade de bioisolamento foi construída pelo governo dos EUA em uma base da Força Aérea no Quênia para atender americanos expostos ao vírus na RDC ou em Uganda.

Essa medida provocou indignação entre muitos quenianos, que acusam os EUA de transferir para o país o risco sanitário associado ao tratamento de pacientes com Ebola. No mês passado, o ministro da Saúde do Quênia anunciou a paralisação da construção da instalação, após ser considerado culpado de desacato ao tribunal por não cumprir ordens de suspensão emitidas por uma corte local.

Franklin Graham, presidente e CEO da Samaritan’s Purse, afirmou que “nenhum deles apresenta sintomas, mas estão sendo mantidos em quarentena pelo governo queniano por 21 dias”.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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