O Exército dos Estados Unidos anunciou a destruição de uma torre de vigilância iraniana localizada na costa sudeste do Irã, especificamente no porto Shahid Kalantari, em Chabahar. A operação ocorreu na quinta-feira, 16 de julho de 2026, e foi confirmada pelo Comando Central dos EUA (Centcom).
De acordo com o Centcom, a destruição da torre visa diminuir a capacidade da Guarda Revolucionária do Irã de monitorar e atacar embarcações comerciais no estreito de Ormuz. Essa ação é vista como uma medida para proteger a liberdade de navegação na região, exceto para navios que tentarem infringir o bloqueio naval imposto pelos EUA.
“Além disso, o ataque protege a liberdade de navegação nas águas da região para todas as embarcações, com exceção dos navios que tentarem violar o bloqueio naval dos Estados Unidos contra o Irã,” afirmou a postagem do Exército norte-americano nas redes sociais.
Aumento das tensões na região
A escalada das tensões entre EUA e Irã se intensificou após o anúncio do fechamento do estreito de Ormuz, feito pelo Irã no sábado, 11 de julho. O país alegou que a medida se deu por passagens não autorizadas na via. No dia seguinte, Teerã reiterou que a navegação permaneceria suspensa até que a “estabilidade e a calma” fossem restabelecidas.
Durante o fim de semana e na segunda-feira, 13 de julho, forças norte-americanas e iranianas trocaram ataques com mísseis e drones. O Irã declarou ter atingido instalações militares dos EUA na região do Golfo, o que resultou em um aumento nos preços do petróleo.
O presidente Donald Trump atribuiu a escalada dos conflitos ao descumprimento de acordos por parte do Irã. Ele afirmou: “Tínhamos um acordo. Era um acordo fechado, e então eles o romperam. Eles sempre o rompem.” Trump também anunciou que cobraria 20% das cargas de aliados para permitir a passagem no estreito de Ormuz, mas posteriormente cancelou essa taxa, garantindo que o estreito estaria fechado para cargas e navios iranianos.
Fonte: poder360.com.br