Durante uma transmissão ao vivo no canal de Eduardo Bolsonaro, Daniella Marques, integrante da pré-campanha à presidência de Flávio Bolsonaro, destacou a importância do programa Brasil por Elas, que visa ampliar a autonomia das mulheres brasileiras. A proposta, segundo ela, é baseada em indicadores sociais e econômicos e busca promover a inclusão digital, a qualificação profissional e a inserção no mercado de trabalho.
Em sua defesa do programa, Daniella rejeitou a ideia de que as mulheres devem ser tratadas como vítimas. Ela afirmou: “Mulheres não são vítimas da sociedade. As mulheres são fortes. Quem tem força para parir um filho tem força para qualquer coisa.” Essa declaração já havia sido feita anteriormente em uma entrevista ao Poder360, onde ela enfatizou que as políticas públicas voltadas às mulheres devem priorizar a liberdade econômica e o empreendedorismo.
Daniella argumentou que as mulheres, ao longo do tempo, se tornaram instrumentos de um discurso político que oferece poucas soluções práticas para suas vidas. Ela afirmou que a vida real é econômica e que a pauta feminina deve ocupar um espaço central na pré-campanha de Flávio Bolsonaro, com foco na geração de renda e no combate à violência contra as mulheres.
A ex-presidente da Caixa também mencionou que mais da metade dos lares brasileiros é chefiada por mulheres ou tem nelas a principal fonte de renda. Dados do IBGE indicam que as mulheres dedicam cerca de 10 horas semanais a mais do que os homens aos afazeres domésticos e ao cuidado de crianças e idosos. Para Daniella, essa sobrecarga reduz as oportunidades de qualificação e inserção no mercado de trabalho.
Ela chamou esse trabalho não remunerado de “economia do cuidado”, que representa cerca de 8,5% do PIB brasileiro. Na visão da ex-presidente da Caixa, as políticas públicas devem considerar essa realidade e utilizar ferramentas tecnológicas para facilitar o acesso das mulheres a serviços públicos e oportunidades de emprego.
Daniella também criticou o Partido dos Trabalhadores (PT), afirmando que o partido usa um discurso de proteção às mulheres para se apresentar como seu principal representante político. Segundo ela, essa narrativa sugere que mulheres identificadas com a direita seriam “submissas”, enquanto a esquerda monopolizaria a defesa das pautas femininas. “O PT rotula a direita como se a mulher de direita fosse submissa”, concluiu.
Fonte: poder360.com.br