Câmara de Vitória não lê pedido de cassação contra Professor Jocelino após esvaziamento da sessão

Câmara de Vitória não lê pedido de cassação contra Professor Jocelino após esvaziamento da sessão

Na manhã desta terça-feira (21), a Câmara Municipal de Vitória (CMV) foi novamente palco de um debate sobre a cassação de mandato, desta vez envolvendo o vereador Professor Jocelino (PT). O pedido para instauração de um procedimento disciplinar contra o parlamentar foi protocolado pela Procuradoria-Geral do Município, a partir de uma solicitação da Secretaria Municipal de Educação. No entanto, o documento não foi lido em plenário, pois a sessão foi esvaziada por parlamentares que deixaram o local antes da apreciação do expediente.

O pedido, intitulado “Notícia Circunstanciada com Pedido de Providências Institucionais e de Formulação de Representação por Quebra de Decoro Parlamentar”, foi apresentado após uma publicação do vereador em suas redes sociais. Na postagem, ele utilizou a imagem da fachada da Secretaria Municipal de Educação de Vitória e fez uma chamada que aludia a uma investigação da Polícia Federal, relacionada à Operação Colosso de Areia.

A Procuradoria-Geral argumenta que, embora a operação investigue possíveis fraudes em contratos públicos, as notas oficiais da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União não identificam a Secretaria Municipal de Educação como alvo da investigação. O vereador, segundo o documento, teria utilizado sua posição para associar a administração municipal a crimes graves, sem apresentar documentação que sustentasse suas alegações.

A conduta foi classificada como uma utilização abusiva das prerrogativas parlamentares, com potencial para causar danos à administração municipal e à área da educação. O texto afirma que a comunicação visual utilizada pelo vereador era sensacionalista, induzindo a população a associar o órgão a crimes como fraude em licitações e lavagem de dinheiro.

No pedido, o Município solicita que o presidente da Câmara, Anderson Goggi, formalize a representação por quebra de decoro parlamentar e que o caso seja encaminhado à Corregedoria-Geral da Casa. A penalidade solicitada é a perda do mandato do vereador, com base na Lei Orgânica de Vitória e no Código de Ética da Câmara. Caso a cassação não seja acolhida, pede-se a suspensão temporária do mandato por 30 dias.

Além disso, o documento requer a apuração de diversos pontos, como a confirmação oficial de que a Secretaria de Educação era alvo da operação e se houve utilização de estrutura pública para a produção do conteúdo divulgado nas redes sociais.

Este episódio marca o segundo dia consecutivo em que a Câmara de Vitória discute a cassação de mandato. Na sessão anterior, foi aprovada a instauração de uma comissão processante contra o vereador Baiano do Salão, condenado por estupro de vulnerável. Contudo, a sessão desta terça-feira teve um desfecho diferente, com o pedido de cassação de Jocelino não sendo apreciado devido ao esvaziamento do plenário.

Fonte: eshoje.com.br

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