Durante uma reunião com embaixadores estrangeiros, Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência, fez um apelo para que seus países enviem um número significativo de observadores para acompanhar as eleições brasileiras programadas para outubro. O encontro ocorreu em Brasília e foi organizado pela agência Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report.
Flávio enfatizou que não está questionando a legitimidade do sistema eleitoral brasileiro, mas acredita que a presença de observadores qualificados pode assegurar a transparência do processo. “Peço que todos os países mandem a maior quantidade de observadores possíveis, especialmente aqueles que têm conhecimento sobre a tecnologia utilizada nas eleições”, declarou.
Em seu discurso, ele mencionou um documento da CIA que apontou manipulações nas eleições venezuelanas de 2010, citando a empresa Smartmatic como suspeita de ter contribuído para essa situação. “Muitas das máquinas utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”, alertou, sugerindo que isso poderia levantar preocupações sobre a integridade das eleições no Brasil.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já se manifestou sobre as alegações de Flávio, afirmando que não utiliza equipamentos da Smartmatic. Em uma nota, o TSE afirmou que “todas as urnas eletrônicas e o sistema de votação são desenvolvidos e geridos exclusivamente pela Justiça Eleitoral do Brasil”.
Flávio também fez referência à situação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra inelegível após um encontro com diplomatas. Ele argumentou que a preocupação com a transparência e a segurança do sistema eleitoral é válida e que seu pai apenas expressou essas preocupações aos embaixadores. “Jair Bolsonaro está inelegível por ter se reunido com os embaixadores, manifestando preocupações legítimas sobre o sistema eleitoral”, concluiu.
Fonte: infomoney.com.br