Itamaraty alerta brasileiros sobre riscos de viagens ao Oriente Médio

Itamaraty alerta brasileiros sobre riscos de viagens ao Oriente Médio

A nota, divulgada nas redes sociais, também aconselha a não realização de viagens não essenciais para a Palestina (Cisjordânia), Síria, Iraque, Líbano, Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita. Até o momento, não há restrições para conexões aéreas nesses países.

Orientações para brasileiros no exterior

O Itamaraty orientou os brasileiros que estão nessas regiões a acompanharem as notícias através das embaixadas brasileiras e a seguirem rigorosamente as recomendações de segurança das autoridades locais. Entre as instruções, destaca-se a necessidade de evitar multidões e protestos, além de não filmar ou fotografar instalações militares, o que pode resultar em detenção.

O governo também pediu que os brasileiros não compartilhem imagens ou textos relacionados ao conflito nas redes sociais, que possam ser considerados ofensivos à segurança nacional. Recomenda-se ainda que verifiquem a validade de seus documentos de viagem e, em caso de voos cancelados, que busquem a remarcação com as companhias aéreas.

Desdobramentos do conflito no Oriente Médio

As recomendações do Itamaraty coincidem com novas escaladas no conflito da região. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou um ataque a uma central de dados da Amazon, no Bahrein, enquanto o Exército do Bahrein confirmou ataques “ilegais” contra civis, sem especificar os locais atingidos.

Além disso, o Irã anunciou novos ataques a radares de defesa dos EUA no Kuwait e a bases norte-americanas na Jordânia, enquanto os Estados Unidos responderam atacando instalações militares iranianas.

Impacto econômico e geopolítico

A escalada do conflito também trouxe consequências econômicas, com o preço do petróleo aumentando novamente, alcançando cerca de U$S 90 o barril Brent. O presidente dos EUA fez ameaças ao complexo nuclear iraniano, intensificando ainda mais a tensão entre as nações.

Fonte: infomoney.com.br

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