Militantes houthis do Iêmen realizaram ataques a instalações petrolíferas da Arábia Saudita no Mar Vermelho neste sábado (25.jul.2026). A ação do grupo, que mantém laços com Teerã, eleva o risco de interrupções nas rotas de energia do Oriente Médio e reacende as hostilidades no conflito civil iemenita.
Os houthis afirmaram ter atingido instalações da petroleira estatal Aramco nas cidades de Jizan e Yanbu. Em Yanbu, dois mísseis balísticos foram interceptados por sistemas de defesa antiaérea operados por forças gregas. Em Jizan, imagens e relatos do setor comercial indicam danos em depósitos de combustível.
A escalada militar ocorre após os houthis anunciarem um bloqueio naval à Arábia Saudita e ameaçarem novas infraestruturas energéticas. Em resposta, a força aérea do governo do Iêmen, apoiada por Riade, bombardeou posições do grupo e depósitos de armas nas províncias de Marib e al-Jawf.
Com o bloqueio do estreito de Ormuz e as ameaças no Mar Vermelho, petroleiros que transportam combustível para a Ásia precisam contornar o continente africano, uma rota que acrescenta cerca de 30 dias às viagens. Essa instabilidade resultou na elevação da cotação internacional do petróleo Brent acima de US$ 100 por barril.
Trégua nas hostilidades com o Irã
Paralelamente à ofensiva dos houthis, as Forças Armadas dos Estados Unidos suspenderam os ataques aéreos contra alvos iranianos. Essa trégua parcial foi estabelecida após 13 noites consecutivas de bombardeios em resposta a ofensivas contra navios no estreito de Ormuz.
O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), ordenou a suspensão das ações militares na sexta-feira (24.jul.2026). Washington declarou que busca uma solução diplomática, mas exige que Teerã participe de negociações formais para encerrar as hostilidades.
Fonte: poder360.com.br