Explosão de petroleiro no estreito de Ormuz levanta preocupações sobre segurança marítima

Explosão de petroleiro no estreito de Ormuz levanta preocupações sobre segurança marítima

Um petroleiro explodiu após colidir com uma mina marítima no estreito de Ormuz neste domingo, 26 de julho. A informação foi confirmada por agências de notícias iranianas, como a Mehr e a Tasnim, ambas ligadas ao governo do Irã.

Segundo relatos, o navio desviou da rota estabelecida pelo governo iraniano. Detalhes como o nome, a bandeira e a localização exata do petroleiro ainda não foram divulgados. Até o momento, não há informações sobre vítimas, vazamento de petróleo ou a extensão dos danos causados pela explosão.

A rota mencionada é um corredor na parte norte do estreito de Ormuz, onde a Guarda Revolucionária do Irã orienta os navios a utilizarem trajetos específicos, coordenando a travessia por um canal oficial de rádio marítimo. O Irã considera a rota mais ao sul, próxima a Omã, como perigosa e monitorada pelos Estados Unidos.

Conforme noticiado pela Tasnim, a República Islâmica do Irã já havia advertido que navios que se desviassem da rota anunciada seriam responsabilizados por quaisquer consequências que surgissem.

Este incidente ocorre em um momento de calmaria, com dois dias consecutivos sem ataques dos Estados Unidos contra o território iraniano e sem ações de retaliação por parte de Teerã. O governo norte-americano havia suspendido, na sexta-feira, 24 de julho, uma campanha de bombardeios que durou 13 noites. O embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, mencionou que o presidente Donald Trump decidiu suspender os ataques para permitir “um pouco de espaço” para negociações diplomáticas.

Até o fechamento deste artigo, os governos do Irã e dos Estados Unidos não haviam se manifestado oficialmente sobre a explosão. Além disso, o relato do incidente não foi confirmado de forma independente por autoridades marítimas internacionais.

Fonte: poder360.com.br

Mais recentes

PUBLICIDADE