Sergio Vidigal recusa vice de Ferraço e prioriza candidatura do filho

Sergio Vidigal recusa vice de Ferraço e prioriza candidatura do filho

No centro das negociações para o Palácio Anchieta, o ex-prefeito da Serra e líder do PDT no Espírito Santo, Sergio Vidigal, tomou uma decisão significativa: ele permanece alinhado com Ricardo Ferraço (MDB) e Renato Casagrande (PSB), mas rejeitou a proposta para ser vice-governador na chapa majoritária.

A recusa não indica insegurança sobre a reeleição do grupo governista. Na verdade, o motivo é estratégico: Vidigal está concentrado em construir o futuro político de sua família, especialmente o de seu filho, Serginho Vidigal (Podemos).

Vidigal mantém o PDT na base e protege o projeto político familiar na Serra. Enquanto isso, Ferraço reorganiza sua equipe para mitigar tensões com a Federação e assegurar uma coligação forte para a disputa de outubro.

O projeto “Serginho” e a engenharia eleitoral do PDT

Com dificuldades para formar uma chapa viável de candidatos a deputado federal, a cúpula do PDT buscou espaço para Serginho Vidigal em outra sigla dentro da coalizão de Ricardo. A dedicação total de Vidigal à eleição do filho e à consolidação de seu grupo na Serra se tornou prioridade.

Assumir a vice-governadoria poderia sobrecarregar Vidigal, comprometendo seu foco no projeto do herdeiro e na garantia de sua candidatura.

Neste sábado (1º), a convenção estadual do PDT oficializa esse alinhamento, com a presença de Casagrande e Ferraço, confirmando apoio às suas candidaturas e anunciando a chapa do PDT para a Assembleia Legislativa.

E a vaga de vice-governador?

Com a saída de Vidigal, a atenção do Palácio Anchieta se volta para a Federação União Progressista (União Brasil e PP), que ainda busca um vice. Os bastidores estão agitados, com ameaças de retirada do apoio à base de Ferraço.

“A questão é do tamanho da Federação e do que ela representa em tempo de televisão e posicionamento no espectro político. A ‘UP’ é a espinha dorsal da base de sustentação que Ricardo precisa apresentar ao eleitorado.”Fonte do grupo pluripartidário

As movimentações incluem conversas entre os dirigentes da Federação, o Podemos e até aproximações com os Republicanos, sinalizando um alerta nos corredores do governo.

Geopolítica eleitoral: Números da Serra X Peso da Federação

A escolha do companheiro de chapa de Ferraço vai além da simples contagem de partidos. Sergio Vidigal era uma aposta forte devido ao seu desempenho nas pesquisas e ao peso político da Serra.

No entanto, fatores como tempo de rádio e TV e a estrutura de campanha se tornaram decisivos:

  • Tempo de Rádio e TV: A Federação União Progressista assegura uma parte significativa da propaganda eleitoral obrigatória.
  • Consistência do espectro político: A aliança com a “UP” equilibra o perfil de Ferraço junto ao eleitorado de centro-direita.
  • Capilaridade e Bases: O número de prefeitos, deputados e lideranças regionais vinculados ao União Brasil e ao PP torna a permanência desse bloco essencial para fortalecer o projeto governista.

Fonte: eshoje.com.br

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