O Bradesco anunciou um lucro líquido recorrente de R$ 7,050 bilhões no segundo trimestre de 2026, representando um crescimento de 16,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Em relação ao primeiro trimestre de 2026, o resultado teve um avanço de 3,5%, conforme o balanço divulgado na quarta-feira (5 de agosto de 2026).
Esse desempenho positivo foi acompanhado por uma melhoria na rentabilidade, impulsionada pela expansão da margem financeira e do crédito. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) do banco alcançou 16,2% em junho, superando os 14,6% registrados um ano antes e os 15,8% do final do primeiro trimestre.
A margem financeira bruta totalizou R$ 20,8 bilhões entre abril e junho, um crescimento de 15,7% em relação ao ano anterior. A margem financeira líquida, após deduzir as despesas com provisões para perdas, atingiu R$ 10,88 bilhões, com um aumento de 9,9% em 12 meses.
A margem com clientes foi de R$ 20,2 bilhões no trimestre, uma expansão de 13,8% em comparação ao mesmo período do ano passado. Na base líquida, esse indicador somou R$ 10,2 bilhões, com um crescimento anual de 6,2%, refletindo o aumento da carteira de crédito e dos spreads das operações.
Nas operações de tesouraria, a margem com o mercado alcançou R$ 673 milhões, mais que o dobro dos R$ 288 milhões registrados no segundo trimestre de 2025. Segundo o Bradesco, esses resultados refletem a continuidade da recuperação operacional da instituição, que completou o décimo trimestre consecutivo de crescimento do lucro líquido e de expansão do ROAE.
As receitas do banco se mostraram resilientes diante do cenário macroeconômico desafiador. A instituição destacou que o desempenho da margem com o mercado foi resultado de uma gestão eficaz de riscos e das oportunidades em operações com derivativos e produtos estruturados, enquanto a margem com clientes foi favorecida pelo crescimento do volume de crédito e pela evolução dos spreads.
Fonte: poder360.com.br