Os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) suspenderam a greve que afetou as linhas 11, 12, 13 e o Expresso Aeroporto desde as primeiras horas de terça-feira (4). A decisão foi tomada em assembleia, onde a proposta mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) foi aceita, garantindo a principal reivindicação da categoria: a manutenção dos mais de 4.600 empregos diretos dos trabalhadores.
A greve, que causou transtornos significativos no transporte público, levou o governo estadual a formalizar um projeto de lei específico para assegurar a realocação dos 1.300 funcionários que ainda não haviam sido direcionados a novos postos de trabalho. A proposta foi vista como um passo importante para a estabilidade da categoria, que agora permanece em estado de greve, monitorando o cumprimento dos compromissos assumidos.
Com o fim da paralisação, os trabalhadores retomaram as atividades ainda na quarta-feira. Durante a manhã, a mobilização havia interrompido a circulação dos trens na linha 13 por algumas horas, afetando também as demais linhas. O sindicato informou que, apesar da suspensão do movimento, a categoria continuará atenta às negociações e ao cumprimento dos acordos.
O impacto da greve foi sentido não apenas pelos trabalhadores, mas também pelos usuários, que mudaram suas rotinas devido à interrupção dos serviços. O congestionamento nas vias da cidade aumentou consideravelmente, refletindo as dificuldades enfrentadas por quem depende do transporte ferroviário.
O governo de São Paulo, ao formalizar a proposta, busca garantir um ambiente de trabalho mais seguro e estável para os funcionários, enquanto a CPTM se prepara para lidar com os desafios de um sistema de transporte que já enfrenta problemas estruturais.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br