Irã e Omã finalizam acordo para nova rota de navegação no Estreito de Ormuz

Irã e Omã finalizam acordo para nova rota de navegação no Estreito de Ormuz

Em entrevista à agência oficial IRNA, publicada na quarta-feira (5), o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Jurídicos e Internacionais, Kazem Gharibabadi, informou que os dois países chegaram a um acordo de princípio sobre quase todas as questões relevantes, incluindo o traçado das rotas de entrada e saída, após mais de três semanas de negociações.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, descreveu as conversas entre Irã e Omã como “positivas”, tanto em termos técnicos quanto políticos, com foco na definição de rotas seguras para a passagem de embarcações pelo estreito. Ele destacou que as coordenadas geográficas das rotas propostas foram consensualmente acordadas e que uma declaração conjunta está sendo finalizada.

No entanto, Gharibabadi enfatizou que o acordo não implica a reabertura total do estreito. As condições de navegação devem ser determinadas exclusivamente entre Irã e Omã, e Teerã rejeitará qualquer interferência externa.

O vice-ministro também refutou alegações dos EUA sobre negociações com o Irã, afirmando que Teerã recebeu mensagens de Washington indicando disposição para retomar compromissos do acordo provisório assinado em junho. Segundo ele, os Estados Unidos enviaram uma mensagem ao Irã poucos dias após o início da mais recente onda de hostilidades, propondo negociações sobre a questão.

Uma fonte próxima à equipe de negociação iraniana revelou que a reabertura do estreito depende da implementação concreta dos compromissos por parte dos EUA. A retirada de sanções do Departamento do Tesouro dos EUA contra uma companhia aérea iraquiana não está relacionada ao memorando de entendimento entre Irã e EUA.

O Irã intensificou seu controle sobre o Estreito de Ormuz em 28 de fevereiro, proibindo a passagem segura de embarcações vinculadas a Israel e aos Estados Unidos após ataques conjuntos contra o território iraniano. As forças armadas dos EUA realizaram múltiplas ondas de ataques contra alvos iranianos no mês passado, alegando que as ações visavam reduzir a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial.

O Irã respondeu com ataques de mísseis e drones contra bases e instalações militares dos EUA na região.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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