O Republicanos anunciou, nesta sexta-feira (7), a candidatura do senador Cleitinho Azevedo ao governo de Minas Gerais nas eleições deste ano. O ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, será o candidato a vice na chapa.
Em comunicado, o partido esclareceu que a decisão foi tomada após Cleitinho reconhecer os “equívocos cometidos durante o processo” e apresentar desculpas formais à direção nacional e estadual da legenda, à população mineira e às forças políticas envolvidas, além de se comprometer a levar a candidatura até o fim.
“Foi considerado o desempenho do senador nas pesquisas de intenção de voto e a manifestação de diferentes setores da sociedade mineira favoráveis à sua candidatura”, acrescenta a nota.
O anúncio oficial ocorreu em uma live na noite da sexta-feira, onde o irmão gêmeo do candidato, o ex-prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo, relatou que o presidente nacional do partido, deputado Marcos Pereira, decidiu apoiar novamente a candidatura do senador.
Durante a transmissão, Cleitinho admitiu que mudou de posição sobre a candidatura. “Voltei atrás, sim. Quem nunca voltou atrás?”, afirmou.
Indefinições e Reviravoltas
A candidatura de Cleitinho havia gerado incertezas após uma série de mudanças de posição do senador. Na segunda-feira (3), ele anunciou que não disputaria o governo, citando dificuldades emocionais após a morte do irmão mais novo. Contudo, menos de 24 horas depois, Cleitinho voltou atrás e solicitou ao partido uma nova chance para concorrer ao Palácio Tiradentes.
Durante a convenção nacional do Republicanos, o senador pediu que a legenda reconsiderasse sua decisão. No entanto, o pedido foi negado pelo presidente do partido, deputado Marcos Pereira, que, em um longo discurso, destacou que a convenção não tinha como finalidade deliberar sobre candidaturas estaduais e fez uma reprimenda ao senador, lembrando o histórico de indefinições que, segundo ele, inviabilizou a candidatura ao governo mineiro.
Pereira ressaltou que Cleitinho sempre contou com apoio interno e de partidos aliados para a disputa, mas nunca assumiu definitivamente a liderança do processo. “O Cleitinho sempre foi o candidato de todos. Do Republicanos, do PL, com quem tive muitas conversas, com Valdemar da Costa Neto, com o presidenciável Flávio Bolsonaro, com o coordenador de campanha Rogério Marinho, com os presidentes nacionais do União e do Progressistas, Antônio Rueda e Ciro Nogueira. Todos declararam que apoiariam o senador Cleitinho. Talvez ele não tenha sido candidato de si mesmo”, afirmou.
Na sequência, Pereira enfatizou que o problema nunca foi a falta de apoio político, mas a ausência de uma definição clara por parte do senador.
*Com informações do Portal R7
Fonte: folhavitoria.com.br