As discussões entre Irã e Omã são vistas como essenciais para restaurar a segurança na via navegável estratégica, especialmente após os conflitos que se intensificaram desde os ataques dos EUA e de Israel ao Irã em fevereiro. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que as partes estão “muito próximas” de um acordo, mas a reabertura do estreito depende de condições adicionais, incluindo uma indenização dos EUA ao Irã.
Os Emirados Árabes Unidos informaram que um navio associado à sua estatal de petróleo foi atingido por um míssil iraniano enquanto navegava pelo Estreito de Ormuz. Apesar da gravidade da acusação, não houve relatos de feridos. A mídia iraniana, por sua vez, não comentou diretamente sobre o ataque, limitando-se a relatar a informação sem atribuir culpa ao Irã.
O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Trump, expressou otimismo em relação a um possível acordo que poderia permitir a reabertura do estreito. Uma autoridade americana mencionou que, assim que um acordo for formalizado, os EUA estariam dispostos a suspender o bloqueio aos portos iranianos, facilitando a navegação comercial na região.
Entretanto, o Irã negou que as negociações estivessem em andamento, levantando dúvidas sobre a viabilidade de um acordo duradouro. A tensão continua a ser um fator crítico na dinâmica do Estreito de Ormuz, que é vital para o transporte de petróleo global.
Fonte: infomoney.com.br
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