A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reafirmou, em 14 de agosto, que as vacinas utilizadas no Brasil não são experimentais. A declaração surge em resposta à disseminação de informações falsas sobre a segurança dos imunizantes, especialmente em um contexto de preocupação com o sarampo.
Esclarecimento sobre a segurança das vacinas
A Anvisa destacou que todos os imunizantes disponíveis, tanto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) quanto pela rede privada, passam por rigorosas avaliações antes de serem autorizados para uso. Essas avaliações garantem a qualidade, segurança e eficácia dos produtos.
Combate à desinformação
Além de refutar alegações de que as vacinas conteriam ingredientes secretos ou causariam intoxicação, a Anvisa classificou essas informações como falsas. O órgão enfatizou que a composição das vacinas é conhecida e que não há partes de corpos humanos nos imunizantes.
Monitoramento contínuo e eventos adversos
Após a aprovação, o acompanhamento das vacinas não termina. A Anvisa e o Programa Nacional de Imunizações (PNI) monitoram possíveis eventos adversos, assegurando que quaisquer problemas sejam identificados rapidamente. Esse acompanhamento é crucial, especialmente após a vacinação em massa.
Contexto do sarampo no Brasil
O esclarecimento da Anvisa ocorre em meio a um aumento nos casos de sarampo. Até 13 de agosto de 2026, foram registrados 24 casos da doença, todos relacionados à importação do vírus por viajantes. O Brasil, que recuperou a certificação de país livre da circulação endêmica do sarampo em novembro de 2024, ainda enfrenta riscos com casos importados.
Importância da vacinação
A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra o sarampo, disponível gratuitamente pelo SUS. A Anvisa reforça que manter as doses em dia é essencial para evitar o retorno de doenças que já foram controladas no país.
Fonte: metropoles.com