De acordo com um fato relevante divulgado ao mercado, a decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e contou com o apoio do acionista controlador. O processo abrange não apenas a holding, mas também diversas subsidiárias, como a Cnova e a Casas Bahia Tecnologia.
A empresa justificou a solicitação pela gravidade de sua situação econômico-financeira, marcada por juros elevados, restrições de crédito e aumento dos custos operacionais. Além disso, a companhia mencionou a dificuldade em concretizar alternativas de liquidez nos últimos meses.
A Casas Bahia ressaltou que pretende manter suas operações normais durante o processo de recuperação, garantindo que não haverá interrupções significativas no atendimento aos clientes. A companhia busca preservar os níveis de serviço enquanto conduz sua reestruturação.
O plano de recuperação inclui uma revisão da estrutura operacional, focando em negócios mais rentáveis e na reestruturação das dívidas financeiras e operacionais. O objetivo é encontrar uma solução definitiva para os problemas de capital e assegurar a continuidade dos negócios a longo prazo.
Em razão da urgência da situação, o Conselho de Administração também aprovou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para que os acionistas ratifiquem a decisão de solicitar a recuperação judicial. A data e os detalhes da assembleia ainda serão divulgados pela empresa.
Este pedido de recuperação judicial marca um novo capítulo na reestruturação da Casas Bahia, que tem enfrentado dificuldades para recuperar a rentabilidade em um cenário de juros altos e desaceleração do consumo. Recentemente, a empresa reportou um prejuízo superior a R$10 bilhões no segundo trimestre, resultado de um plano de redimensionamento que incluiu o fechamento de 298 lojas.
A companhia também não descartou a possibilidade de um novo pedido de recuperação, seja extrajudicial ou judicial, em resposta aos desafios que o setor enfrenta atualmente.
Fonte: infomoney.com.br
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