Governo considera reformular Move Brasil para atrair bancos privados

Governo considera reformular Move Brasil para atrair bancos privados

O governo brasileiro está avaliando mudanças no programa Move Brasil, com o objetivo de aumentar a participação de bancos privados na concessão de financiamentos para motoristas de aplicativo e taxistas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, fez a declaração durante uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 19 de agosto de 2026.

Durigan destacou que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal têm mostrado maior disposição para oferecer os financiamentos, enquanto as instituições privadas ainda apresentam uma participação inferior. O programa Move Brasil disponibiliza até R$ 30 bilhões em crédito para a aquisição de veículos novos, mas a adesão está aquém das expectativas do governo.

Para tentar reverter essa situação, a Fazenda está considerando alterações nas regras do FGI (Fundo Garantidor para Investimentos) e melhorias na troca de informações entre os bancos e as plataformas que registram a renda dos motoristas. “Existem alterações que podem ser feitas do ponto de vista legal e do programa”, afirmou Durigan.

Avanços na taxa das blusinhas

O ministro também comentou sobre a proposta que visa zerar a chamada “taxa das blusinhas”, atualmente em tramitação no Congresso. Durigan ressaltou que a determinação do presidente é para que a comissão responsável pela votação do texto seja instalada e que a votação ocorra assim que possível.

A comissão mista foi instalada em 12 de agosto de 2026 e aguarda a escolha do relator, com reunião marcada para 1º de setembro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder do Governo na Câmara, José Guimarães, estão envolvidos na articulação política para viabilizar a aprovação da medida.

A cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 foi estabelecida pela lei 14.902 de 2024, sancionada por Lula, e entrou em vigor em 1º de agosto de 2024. Em 12 de maio de 2026, o presidente editou a MP 1.357 de 2026, que autorizou o Ministério da Fazenda a alterar as alíquotas.

A MP precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado até 8 de setembro; caso contrário, a alíquota de 20% voltará a ser cobrada. Durigan enfatizou que o governo continuará em diálogo com o setor empresarial, apesar das divergências sobre a medida, e mencionou ações para mitigar os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos e discussões tributárias.

Fonte: poder360.com.br

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