Rose de Freitas aposta no legado político para retornar ao Senado

Rose de Freitas aposta no legado político para retornar ao Senado

A campanha de Rose de Freitas (MDB) para o Senado já começou a ganhar notoriedade, mesmo com menos de duas semanas de atividades. O jingle “Ra-re-ri-ro Rose…” ecoa entre os eleitores, tornando-se um verdadeiro hino da candidata, que busca relembrar sua trajetória e as conquistas que marcaram sua atuação na política capixaba.

Aos 77 anos, Rose traz consigo uma bagagem de 40 anos de experiência política, incluindo passagens como deputada estadual, deputada federal por seis mandatos e senadora. Sua trajetória é marcada por momentos históricos, como a participação na redemocratização do Brasil e na elaboração da Constituição Federal de 1988, onde teve um papel significativo na promoção de políticas de igualdade de gênero e direitos das mulheres.

Rose foi a primeira mulher a ocupar a vice-presidência da Câmara dos Deputados e a primeira senadora eleita pelo Espírito Santo. No Senado, destacou-se como a primeira mulher a presidir a Comissão Mista de Orçamento (CMO), um dos órgãos mais influentes do Congresso, responsável pela análise do Orçamento da União.

Reconhecida por sua habilidade em articular recursos para os municípios capixabas, Rose conquistou a simpatia de prefeitos, especialmente do interior. Sua reputação como “senadora municipalista” reflete sua capacidade de destravar verbas e promover melhorias nas cidades. O bom relacionamento com ministros de Estado, independente do governo, e o prestígio dentro do MDB também foram fundamentais para sua ascensão política.

Agora, Rose de Freitas coloca esse legado político no centro de sua nova campanha. Em entrevista recente ao Folha Vitória, a candidata enfatizou a importância de sua biografia e das conquistas passadas como pilares para sua candidatura ao Senado.

Promessas e desafios na nova campanha

Durante a entrevista, Rose fez questão de destacar as emendas que conseguiu aprovar, que resultaram na compra de maquinário, equipamentos hospitalares e na construção de escolas. Ela defendeu a relevância das emendas parlamentares, que possibilitaram essas entregas, afirmando: “É preciso que tenha emenda, sim, e que a emenda possa chegar. Por exemplo, com algumas emendas, eu trouxe algumas escolas técnicas federais para o Espírito Santo, eu trouxe água para Sooretama”.

Embora o passado tenha um papel central em seu discurso, o desafio reside em apresentar propostas concretas para o futuro. Ao abordar a Reforma Tributária, que impacta negativamente o Espírito Santo, Rose mencionou a necessidade de unir forças com outros estados afetados, mas não detalhou ações específicas para mitigar os efeitos da nova legislação.

Quando questionada sobre a polêmica da escala 6×1, Rose evitou se posicionar claramente, afirmando que é necessário dialogar com trabalhadores e setores produtivos antes de tomar uma decisão. A proposta já foi aprovada na Câmara e está em tramitação no Senado.

Em relação a projetos para segurança pública e saúde, a candidata voltou a mencionar a importância de garantir recursos, mas sem especificar quais políticas pretende implementar. Além disso, Rose revelou que ainda não decidiu seu voto para a presidência da República e não se posicionou sobre sua relação com o governo federal, caso seja eleita.

Essa postura pode ser interpretada como uma estratégia eleitoral, dado que na política tradicional, quem apresenta um legado já tem uma vantagem significativa sobre os adversários. Contudo, em um cenário eleitoral polarizado e com novos protagonistas, resta saber se a biografia de Rose será suficiente para conquistar o eleitorado, ou se será exigida uma agenda mais concreta e alinhada com os desafios atuais.

Veja aqui a entrevista completa:

Fonte: folhavitoria.com.br

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