As expectativas para uma nova alta de juros na próxima reunião do Federal Reserve, marcada para 18 de setembro, aumentaram significativamente, passando de 35,4% para 59,7% após o discurso do presidente Kevin Warsh no simpósio de Jackson Hole. A ferramenta FedWatch do CME Group revelou que os investidores estão cada vez mais confiantes na possibilidade de um aumento das taxas de juros, que atualmente estão entre 3,5% e 3,75%, para um intervalo de 3,75% a 4%.
Além disso, as chances de uma nova elevação para o intervalo de 4% a 4,25% também cresceram, passando de 24,7% para 38,5%. Essa nova alta é esperada para a reunião de dezembro, enquanto as previsões para a reunião de 28 de outubro indicam que 53,6% dos participantes apostam em um aumento de 0,25 ponto percentual.
Compromisso com a meta de inflação
No seu discurso, Warsh reafirmou o compromisso do Federal Reserve com a meta de inflação de 2%, destacando que a convergência dos preços para esse objetivo não ocorrerá de forma automática. Ele enfatizou que a estabilidade de preços é uma responsabilidade central da instituição.
Warsh observou que, embora as expectativas de inflação estejam relativamente ancoradas, os indicadores ainda não mostram uma melhora significativa nas tendências inflacionárias. Ele mencionou o índice de preços de gastos com consumo (PCE) e o índice de preços ao consumidor (CPI) como referências para sua avaliação.
Perspectivas para o mercado de trabalho
Em relação ao mercado de trabalho, o presidente do Fed afirmou que os dados atuais são compatíveis com uma economia próxima do pleno emprego, mas alertou para uma redução nas pressões salariais sobre a inflação. Para Warsh, um ritmo mais moderado de criação de vagas é esperado em um cenário de crescimento limitado da oferta de trabalhadores.
Críticas à política de orientação futura
Warsh também criticou a política de orientação futura, conhecida como forward guidance, afirmando que, embora tenha sido útil após a crise financeira de 2008, perdeu a eficácia nas condições atuais do mercado. Ele sugere que a abordagem deve ser reavaliada para melhor atender às necessidades econômicas contemporâneas.
Fonte: infomoney.com.br