Flávio Bolsonaro promete ajuste fiscal, mas não detalha medidas na TV

Flávio Bolsonaro promete ajuste fiscal, mas não detalha medidas na TV

Durante uma sabatina na TV Globo, o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) abordou a necessidade de um ajuste fiscal, mas deixou de apresentar números concretos sobre o impacto de suas propostas nas contas públicas. Ele mencionou a intenção de implementar um “tesouraço” em impostos e reduzir a burocracia, sem, no entanto, quantificar o esforço necessário para estabilizar a dívida pública.

Flávio foi questionado sobre como pretende equilibrar as contas do governo. Em resposta, elencou uma série de medidas, incluindo a redução do número de ministérios e cortes em cargos comissionados. Apesar das promessas de um governo mais enxuto, não apresentou metas claras em termos financeiros ou percentuais do PIB.

Medidas propostas e falta de quantificação

O candidato destacou a importância de um governo eficiente, afirmando que pretende revogar mais de mil atos normativos logo no início de sua gestão. “Eu vou fazer um governo enxuto, eu vou reduzir a quantidade de ministérios”, declarou, enfatizando que o combate à corrupção também seria uma prioridade.

Entretanto, ao ser questionado sobre o nível da dívida que deseja alcançar, Flávio reiterou a necessidade de cortes na máquina pública, mas sem especificar valores ou prazos. Essa falta de clareza gerou críticas, pois as medidas apresentadas não foram acompanhadas de estimativas sobre seu impacto real.

Relação entre dívida pública e taxa de juros

Flávio Bolsonaro relacionou o desequilíbrio fiscal ao aumento das taxas de juros, afirmando que a elevação da dívida pública pressiona a Selic, encarecendo financiamentos e endividamentos das famílias. “Quanto sobe a taxa de juro, a taxa de juro do seu financiamento, do seu endividamento cresce junto”, explicou, buscando conectar a situação fiscal à realidade financeira dos cidadãos.

Ele também garantiu que o ajuste não afetaria o salário mínimo ou benefícios previdenciários, prometendo que os recursos necessários viriam de cortes na burocracia e combate a fraudes.

Expectativas de queda na taxa de juros

Em um tom otimista, Flávio afirmou que uma eventual vitória nas eleições poderia melhorar a confiança do mercado, resultando em uma queda imediata nas taxas de juros. “Só com o anúncio da eleição de Flávio Bolsonaro como presidente da República […] a taxa de juros já vai cair na reunião seguinte do Copom”, disse, sem fornecer embasamento para tal afirmação.

Apesar das promessas e da pressão por maior clareza, Flávio não apresentou um plano concreto com números que sustentem suas propostas, o que levanta dúvidas sobre a viabilidade de suas intenções.

Fonte: infomoney.com.br

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