Cão de assistência transforma a vida de advogada em tratamento contra depressão

Cão de assistência transforma a vida de advogada em tratamento contra depressão

A presença de um cão pode ser um fator transformador na vida de pessoas que enfrentam desafios emocionais. Este é o caso da advogada Mariella Mendes Tedde, de 59 anos, que encontrou no filhote Luca, um Australian Cobberdog, um apoio essencial em sua luta contra a depressão.

Moradora de São Paulo, Mariella convive com a depressão há mais de uma década. Ela descreve a condição como um estado que vai além da tristeza, afetando sua energia e vontade de viver. “Cheguei a não conseguir sair nem da cama”, relata. Com o agravamento dos sintomas, a advogada decidiu buscar novas formas de apoio além do tratamento médico tradicional.

O papel do cão de assistência no tratamento

Ao conhecer Luca, Mariella percebeu que ele poderia ser mais do que um simples animal de estimação. “Poderia ser uma parceria”, afirma. O filhote, que está em treinamento há três meses, foi escolhido por suas características que favorecem o trabalho de assistência, como temperamento estável e facilidade de aprendizado.

A convivência entre Mariella e Luca começou desde os primeiros meses de vida do cão e se consolidou ao longo do tempo. A advogada destaca que não quer transformar Luca em um robô, mas sim construir uma relação de confiança. Com isso, a presença do cão começou a reorganizar sua rotina, permitindo que ela voltasse a se socializar e a participar de atividades que antes evitava.

Treinamento e acompanhamento profissional

O treinamento de Luca é conduzido por Glauco Lima, um adestrador com mais de 30 anos de experiência. Ele explica que o processo vai além do adestramento tradicional, focando na construção de respostas adequadas às necessidades específicas de Mariella. “O animal é preparado para responder às necessidades da pessoa e a diferentes ambientes”, diz Glauco.

Após três meses de treinamento, Luca já acompanha Mariella em atividades fora de casa, adaptando-se a diferentes estímulos e ambientes. O processo completo de treinamento deve levar cerca de dois anos, mas os resultados já são visíveis. “Ela voltou a dirigir, a sair e a se socializar”, afirma o adestrador.

O impacto na vida cotidiana

O cão de assistência não substitui o tratamento médico, mas atua como um suporte importante no dia a dia. Glauco explica que o cão pode ser treinado para interromper episódios de isolamento, estimular a pessoa a levantar da cama, sinalizar horários de medicação e oferecer conforto em momentos de ansiedade.

Para quem busca esse tipo de apoio, o primeiro passo é procurar orientação especializada. Existem iniciativas que ajudam a avaliar cada caso e a direcionar as pessoas para o cão e o treinamento mais adequados. Mariella, por sua vez, já percebe mudanças significativas em sua vida, afirmando que, embora não seja uma solução mágica, é um apoio real que a ajudou a voltar a viver.

Fonte: metropoles.com

Mais recentes

PUBLICIDADE