Wagle, em declaração à Reuters, destacou que essa é uma estimativa inicial e que as perdas e danos ainda estão sendo avaliados. Ele comparou a situação atual com o terremoto de 2015, que demandou um investimento muito maior em reconstrução. “Precisaremos de muito menos do que precisamos para o terremoto de 2015”, afirmou.
As enchentes, que ocorreram após o desabamento de uma geleira, resultaram em uma torrente de rochas e lama que devastou várias cidades. Além de causar a morte de mais de 600 pessoas, a catástrofe deixou cerca de 3.000 desaparecidos. A destruição de pontes, estradas e usinas hidrelétricas representa um golpe significativo para uma economia que depende de remessas, turismo e energia hidrelétrica.
As autoridades enfrentam dificuldades para lidar com os corpos recuperados, muitos dos quais estão em estado avançado de decomposição. Em Chitwan, planeja-se enterrar centenas de corpos não identificados em uma vala comum, enquanto amostras de DNA serão coletadas para futuras identificações. O ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shisir Khanal, solicitou ajuda internacional para lidar com a situação.
O terremoto de 2015, que matou quase 9 mil pessoas e destruiu mais de meio milhão de casas, gerou custos estimados em cerca de um terço da economia nepalesa. Apesar da gravidade das enchentes, Wagle acredita que os custos de reconstrução serão significativamente menores do que os gastos com o terremoto.
O governo nepalês agora enfrenta o desafio de restaurar a infraestrutura danificada e ajudar as comunidades afetadas a se reerguerem. A recuperação será essencial não apenas para a reconstrução física, mas também para a recuperação emocional e social das vítimas.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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