No último ano, o setor enfrentou uma queda de 3,4% no volume total de vendas, totalizando 50 mil toneladas. Em contrapartida, o faturamento cresceu 3,5%, adicionando R$ 45,8 milhões ao mercado, alcançando R$ 1,36 bilhão. Esses dados foram apresentados no Salão do Panetone 2026, com base na pesquisa Worldpanel by Numerator, encomendada pela Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi).
David Fiss, diretor sênior de novos negócios da Worldpanel, explica que a discrepância entre a queda no volume de vendas e o aumento do faturamento se deve ao fenômeno da “premiumnização”. O panetone tradicional de chocolate, antes o carro-chefe, caiu 3,9% em volume, enquanto as versões recheadas cresceram 4,5%.
O preço médio do panetone subiu 8,7%, alcançando R$ 40,76. Essa alta foi impulsionada pela preferência dos consumidores por itens trufados, e não apenas por um repasse da inflação. A indústria também enfrentou aumentos nos custos de produção, especialmente devido à alta do chocolate e à dependência do óleo de palma importado.
Para preservar as margens, o varejo focou em menor volume e maior valor agregado, segundo Fiss. As embalagens para presente ganharam destaque, representando 33,1% do volume total consumido, mantendo-se estáveis em relação ao ano anterior. A restrição de renda alterou a frequência de compras, com consumidores aumentando o intervalo entre as visitas às lojas, que passou de cerca de 60 para 63 dias.
A sustentação desse mercado vem da Classe C e do público maduro. A Classe C é responsável por 48,6% do volume de vendas, enquanto a Classe A/B contribui com 35,2%. Os consumidores acima de 50 anos lideram a categoria etária, representando 41,7% do volume consumido.
O núcleo de consumidores denominado “Panetone Lovers” representa apenas 20% dos compradores, mas consome 48% do volume produzido, com um gasto médio de R$ 83 durante a temporada.
Para capturar a renda do consumidor, a indústria ajustou sua logística, diluindo a sazonalidade. Os produtos começaram a chegar às prateleiras em agosto, setembro e outubro, com vendas crescendo em novembro e janeiro, este último focado em consumidores “Ocasionais”, que aguardam promoções para adquirir marcas premium a preços reduzidos.
Para a próxima temporada, a Abimapi prevê um crescimento entre 3% e 5% no faturamento e no volume. No entanto, o principal desafio econômico não é mais apenas a inflação tradicional. Fiss observa que o mercado também está atento ao crescimento das apostas esportivas online, que têm capturado a renda das famílias em um cenário macroeconômico desafiador.
Fonte: infomoney.com.br
Ventania e chuvas fortes preocupam moradores do Rio nesta terça-feira
Candidatos a vice-governador nas Eleições de 2026 no Espírito Santo
Senado discute medidas importantes na pauta de hoje
Dois petroleiros são atacados no Estreito de Ormuz em nova escalada de tensão
Empate emocionante entre Bahia e Palmeiras nas quartas do Brasileirão Feminino
Romeu Zema e Pablo Marçal se destacam como alternativas na corrida presidencial
PUBLICIDADE
g+