Candidato à Presidência da República pelo PL, o senador Flávio Bolsonaro defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública no Brasil. Ele argumenta que a pasta deve ter capacidade de gestão conectada aos estados e municípios para enfrentar o crime de forma mais eficaz.
“Nossa ideia é criar um Ministério da Segurança Pública exclusivo para fazer essa gestão junto com as forças estaduais e polícias municipais“, afirmou Flávio em entrevista após reunião com o ministro da segurança de El Salvador, Gustavo Villatoro.
O parlamentar destacou que, se eleito, será um “presidente muito municipalista“, priorizando pautas relacionadas à segurança. Ele enfatizou a importância de oferecer suporte não apenas financeiro, mas também em organização e troca de informações entre diferentes esferas de poder.
A reunião entre Flávio e Villatoro ocorreu em um hotel na capital paulista e foi considerada “proveitosa” pelo senador. Ele elogiou a experiência do ministro salvadorenho no combate à criminalidade, destacando a necessidade de aprender com as práticas bem-sucedidas de El Salvador.
Segurança em El Salvador
Desde que assumiu o cargo em 2019, o presidente Nayib Bukele implementou medidas drásticas para combater a violência das gangues, incluindo a legalização do uso de força letal pela polícia e Exército. Desde 2022, o país está sob estado de exceção, aprovado pela Assembleia Legislativa, com o objetivo de reduzir a taxa de homicídios.
Essas ações, embora eficazes na redução da criminalidade, têm sido alvo de críticas de analistas e organizações de direitos humanos, que apontam violações sistemáticas de direitos fundamentais.
Críticas e controvérsias sobre o governo Bukele
Analistas internacionais questionam as práticas do governo salvadorenho, considerando que elas “violam sistemicamente” os direitos humanos. Organizações como a Human Rights Watch e o Comitê contra a Tortura da ONU têm criticado as ações do governo, que incluem prisões consideradas injustas por familiares de detidos.
Recentemente, a Assembleia Legislativa de El Salvador aprovou reformas que permitem a condenação de menores de 12 anos à prisão perpétua, gerando preocupações entre organismos internacionais que defendem o tratamento prioritário à reabilitação de adolescentes em conflito com a lei.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu que as autoridades revisem essas alterações, que contradizem normas internacionais.
Fonte: cnnbrasil.com.br