O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo-MG), expressou sua indignação em relação à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que suspendeu a campanha do candidato Renan Santos (Missão). Em uma nota publicada em suas redes sociais na segunda-feira (31 de agosto de 2026), Zema chamou a medida de “absurda”.
A decisão de Toffoli, divulgada no mesmo dia, foi tomada no sábado (29 de agosto) e também se aplica ao candidato à vice-presidente da chapa de Renan, Aroldo Medina (Missão). A suspensão se deve à omissão de 16 perfis de redes sociais no registro da candidatura, o que fere a Lei nº 9.504 de 1997.
Repercussão da decisão
Zema, que afirmou discordar de Renan em muitos pontos, não hesitou em criticar a decisão de Toffoli. “Não ficarei calado por ser um concorrente. O buraco é muito mais embaixo. Não existe democracia que se sustente dessa forma, com um supremo já desgastado por diversas decisões, inquéritos e esquemas que só mancham a instituição e o Brasil mundo afora. Chega de intocáveis”, escreveu.
A decisão do STF bloqueia o repasse do Fundo Eleitoral ao candidato e interrompe qualquer publicidade digital da chapa, além de proibir a participação de Renan em debates e sabatinas, sob pena de multa de R$ 50 mil.
Prazo e penalidades
O partido e o candidato têm um prazo de 6 horas para desativar as contas irregulares, sob pena de multa de R$ 10 mil por hora de atraso para cada perfil. Além disso, devem preservar todo o conteúdo publicado desde 7 de agosto. As redes sociais precisam enviar relatórios detalhados sobre os impulsionamentos da campanha em até 24 horas, com multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento.
Renan Santos, em um vídeo divulgado por sua assessoria, classificou a decisão como “absolutamente injusta e ilegal”. Ele argumentou que a medida é desproporcional e que sua campanha não utiliza recursos do Fundo Eleitoral. O candidato também mencionou que a decisão está relacionada a manifestações que convocou contra Toffoli, nas quais criticou o ministro e mencionou seu suposto envolvimento em questões relacionadas ao Banco Master.
Renan pediu aos seguidores que salvem e compartilhem o vídeo, afirmando que continuará recorrendo à Justiça.
Fonte: poder360.com.br